A WorldVision Moçambique (WV-Moç) iniciou a distribuição de bens não alimentares compostos por baldes, purificadores de água, pensos higiénicos e sabão para mais de 15 000 pessoas deslocadas na sequência da mais recente vaga de ataques em Cabo Delgado. A ajuda destina-se às populações que se encontram actualmente em centros de acomodação transitório no distrito de Eráti, na província de Nampula, que acolhem 46 000 deslocados internos. “Destes, perto de 30 000 ou seja 62% são crianças e isto preocupa-nos, pelos riscos acrescidos a que estão expostos devido às necessidadesvárias porque passam”, diz Ângelo Pontes, Gestor para Assuntos Humanitários e de Emergência da WV-Moç.
A distribuição ora iniciada pela WV-Moç pretende contribuir para os esforços e contenção de um possível alastramento ou ressurgimento de doenças de origem hídrica como a cólera – receiam as autoridades.
Sobre o contexto no terreno, a WV-Moç descreve a situação como sendo de saneamento frágil, agravado pelas chuvas que caem e pelas previsões que indicam a possibilidade de mais chuvas na região norte de acordo com as autoridades meteorológicas. Este quadro é combinado as condições de higiene insuficientes face a um número crescente de pessoas deslocadas internamente.
Com o apoio do parceiro UNICEF, a WV-Moçestá a realizar actividades de sensibilização, construção e gestão de latrinas no âmbito da sua componente de higiene e saneamento, até ao momento, 700 kits foram entregues nos últimos 3 dias a raparigas e mulheres.
O conflito em Cabo Delgado persiste desde 2017, resultando na morte de milhares de pessoas e causando danos na província rica em minerais. O plano da WorldVision de resposta tem como alvo assistir 125.000 pessoas e requer US$6,58 milhões para assistência alimentar, abrigo, água, saneamento e higiene, proteção e educação.
Aparentemente os insurgentes terão se reagrupado desde que o seu líder moçambicano Bonomade Machude Omar foi morto em Agosto do ano passado de 2023. As últimas ocorrências de ataques terroristas, nos distritos a Sul, nomeadamente, Quissanga, Ancuabe, Metuge e Chiúre, que obrigaram a deslocação da população para Nampula e outras regiões.
Os mais recentes desenvolvimentos em Cabo Delgado seguem-se a um período de relativa acalmia naquele ponto do país. Há relatos de assassinatos e destruição de casas e infraestruturas governamentais, incluindo um centro de saúde, um edifício do governo local e residência do administrador do distrito. Estabelecimentos comerciais foram saqueados. O conflito em Cabo Delgado persiste desde 2017, resultando na morte de milhares de pessoas e causando danos na província rica em minerais. O plano da World Vision de resposta a situação em Cabo Delgado tem como alvo assistir 125.000 pessoas e requer US$6,58 milhões para assistência alimentar, abrigo, água, saneamento e higiene, proteção e educação. A União Europeia tem uma missão que está a formar Fuzileiros Navais na Katembe, cidade de Maputo e no quartel das Tropas Especiais, em Chimoio, província de Manica. A missão foi lançada em Novembro de 2021, e tem a duração de dois anos e tem como foco a resposta aos ataques terroristas no norte de Moçambique. Porém a missão tem sido criticada de não estar a produzir resultados reais e objectivos.





