No acto de tomada de posse para o seu quarto mandato como Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, ocorrido a 7 de Fevereiro corrente, Manuel de Araújo disse: “a CNE tinha nos roubado os resultados, mas graças a mulheres e jovens desta cidade tomamos posse hoje. Queremos informar a quem de direito que nós estávamos dispostos a marchar até que nos dessem a nossa vitória. Se não nos tivessem dado a nossa vitória, não teríamos aqui a cerimónia de tomada de posse hoje” disse Manuel de Araújo.
Araújo acrescentou: “ Doeu em mim e a cada um destas mães, homens e jovens que estão aqui, marchar 44 dias sem água. Não era preciso fazer sofrer o nosso povo. Dói-nos a alma por uma senhora condenada em tribunal a 30 dias de cadeia, e hoje toma posse na sua presença senhora ministra”, disse Manuel de Araújo, dirigindo-se à Ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos Helena Kida, que representou o governo no acto de posse de Araújo em Quelimane.
“Não pode haver justiça quando não há transparência. Os senhores do STAE deviam estar no banco dos réus, mas adiaram o julgamento para uma data não anunciada”, desabafou o edil, que vai já no seu quarto mandato como Presidente do Município de Quelimane, sem, no entanto, apresentar desempenho assinalável, sobretudo no sector de estradas e saneamento da cidade. Mas alguns sectores acreditam que Araújo tem estado a usar o município para preparar o seu ‘jamp’ para passar a liderar a Renamo, o seu partido. Outras fontes próximas da Renamo e sectores políticos apontam a tendência de tirania nos métodos de gestão e governação do Mano Mané.





