Rasaque Silvano Manhique é oficialmente, desde esta quarta-feira, 7 de Fevereiro, o novo Presidente do Conselho Municipal de Maputo, a mais importante e principal cidade do país, Moçambique.
“O compromisso que assumimos, hoje, é de posicionar o Município de Maputo como um centro de excelência na boa governação e no exercício da cidadania activa, onde todas as vozes e ideias são ouvidas e acolhidas”, – disse Manhique no seu ‘Sermão da Montanha’.
Mas o novo edil de Maputo tomou posse numa cerimónia em que o segundo candidato mais votado, formal e oficialmente anunciado, não se fez presente no acto de posse alegando que a eleição de Manhique foi fraudulenta. E com alguma prova evidente.
De facto tudo indica que politicamente a governação de Rasaque Manhique venha a ter a sua peculiaridade específica tendo em conta alguma reacção de apatia por parte de algumas massas populares maputenses. Foi a primeira vez que Maputo saiu a rua em molduras humanas para protestar resultados eleitorais com evidências de provas de fraude que terão influenciado os resultados corroborando com os dados de observadores da sociedade civil que, aliás anunciaram que contagens paralelas deram vitória a oposição em Maputo.
Por outro lado, sectores da oposição disseram que a vitória de Rasaque Manhique em Maputo foi uma negociata entre Filipe Nyusi, Presidente do partido Frelimo e da República e Ossufo Momade, Presidente da Renamo. Momade preferiu entregar Maputo na mesa, aparentemente, para matar a visibilidade e projecção que Venâncio Mondlane estaria a ter dentro do partido e nas massas populares. Não se sabe, mas para algumas fontes o novo presidente da autarquia de Maputo pode ter dificuldades de penetração em alguns corredores sociopolíticos da capital Maputo





