Quantos moçambicanos já morreram na guerra terrorista em Cabo Delgado?

Não são conhecidas as estatísticas oficiais sobre as vítimas mortais da guerra movida pelos terroristas na província de Cabo Delgado e nalgumas regiões da província de Niassa.

Esta quinta-feira, 16 de Dezembro de 2021, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, esteve no parlamento onde fez a apresentação sobre o estado geral da nação.

No seu longo discursos Nyusi não se referiu ao número de mortes em consequência dos violentos ataques terroristas.

Segundo Nyusi, neste momento, cerca de um milhão de pessoas (177 famílias) estão numa situação de deslocadas de guerra em Cabo Delgado.

O presidente disse que as forças armadas de defesa nacional que operam em conjunto com as forças da SADC e do Ruanda já capturaram 245 terroristas, e outros 200 terroristas foram mortos durante as operações militares que ocorrem nos distritos como Mocíboa da Praia, Macomia, vila de Palma, Muidum.

Sem indicar nomes, Nyusi disse que os ataques são motivados pela cobiça. Para o presidente, as pessoas que estão a desencadear os ataques no norte tem cobiça de Moçambique devido aos seus recursos que o colocam numa posição de próspero.

Sob aplausos da bancada da Frelimo, indiferença do lado da Renamo e do MDM, o actual chefe de estado em Moçambique fez referência ao facto de, durante os combates as tropas governamentais também terem recuperado diversos materiais bélicos e outros equipamentos electrónicos, materiais e instrumentos religiosos, computadores incluindo a morte de líderes seniores dos inimigos. O chefe de estado aproveitou também a ocasião para responder os questionamentos sobre a legalidade da presença de tropas estrangeiras no teatro operacional norte

Com o Ruanda Nyusi explicou que a presença das tropas daquele país em Moçambique enquadra-se no acordo bilateral entre os dois países no âmbito da segurança, enquanto com a SADC foi activado o pacto do tratado mútuo. O presidente disse que não havia de entrar em detalhes sobre estas matérias “porque em todo o mundo é assim, não se diz ao público. Não queremos ser diferentes”

Segundo disse ainda Nyusi, os ruandeses não estão aqui em acção obscuras de perseguição de cidadão ruandeses críticos ao actual regime lidera por Kagame. “ Estão para ajudar; vieram para perseguir terroristas” disse Filipe Nyusi

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