O Ano 2024 Como Ano Eleitoral e os Derradeiros Meses do Final do Regime Nyusista

Um ano só de eleições

Como se esperava, tendo o findo ano 2023 como antecâmara do ambiente político eleitoral em Moçambique, alguns dos principais intervenientes já estão no terreno como que politicamente a exibir o charme.

O anúncio sobre a divulgação do calendário eleitoral semana passada, ainda durante os primeiros cinco dias do ano, pela Comissão Nacional de Eleições indica também que 2024 vai ser um ano ‘só de eleições’;

Tirando o conflito pós eleitoral, espera-se que seja mais ou menos assim até ao fim do ano as dúvidas sobre as capacidades na gestão transparente do processo eleitoral incluindo os apetites da juventude na Renamo pela liderança; as incógnitas na sucessão na presidência frelimista; na sequência para a tendência célere e também a degradação do reinado nyusista sobretudo sob ponto de vista temporal;

A questão da sucessão depois de Chissano e Guebuza

…e sem candidatos no partido Frelimo que preside, o actual Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, também tem que liderar a transição: na Presidência da República e no seu partido. Mas há a ideia de que Nyusi quer continuar a manter-se no poder uma vez que haverá uma grande possibilidade aparentemente de ele vir a ser notificado para responder em um processo relacionado com o badalado caso das dívidas ocultas que corre em Londres. Sãos os questionamentos? Ainda há que esclarecer a questão sobre quem é o próximo a mandar na presidência do partido Frelimo nesta fase democrática que se iniciou com Joaquim Alberto Chissano e seguindo-se Armando Emílio Guebuza.

Jogo aberto

Formalmente ‘tudo está acautelado’ (processos, cronogramas, fases, prazos e etc) e a correr normalmente dentro do ‘partidão’ para que seja encontrado o sucessor de Nyusi na presidência da república. Mas ainda não há candidatos, pelo menos assumidos.

Caças as bruxas?

As caças as bruxas pelo regime em queda; nyusi não conseguiu uma comunicação a nação audível no parlamento – Informação Sobre o Estado Geral da Nação, única prerrogativa anual que o chefe de estado tem legalmente estabelecida para se dirigir a nação a partir do pódio da Assembleia da República democraticamente eleita.

Não foram ainda anunciados candidatos, mas para as parlamentares estão como que confirmados os já tradicionais Frelimo, Renamo e MDM; enquanto pelas presidenciais Ossufo Momade é quase certo pela Renamo e Lutero Simango pelo beirense MDM. A Frelimo aparentemente não se decide. Ainda não apresentou sequer pré-candidaturas apesar de nos bastidores rolarem os ‘aventureiros’. Os esquadrões da morte nesta fase do processo político também terão já sido activados sobretudo depois do que foi o descalabro eleitoral para as principais forças de poder em 2023.

 

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