O Presidente da República volta esta quinta-feira ao parlamento para mais um informe geral da nação por ocasião do fim de ano. Não há expectável optimista. Neste seu mandato, Moçambique tem estado debaixo do sufoco da guerra desencadeada por grupos terroristas no norte.
A paralisação dos projectos de exploração da Total e o alastramento dos violentos ataques para outras províncias da região colocam o país numa posição de retrocesso económico. Aliado aos impactos da guerra está a covid-19 cujos impactos tem uma dose amarga sobretudo para o sector empresarial.
Foi o próprio presidente Nyusi que decidiu ir a SADC e em Ruanda pedir reforços militares para dar resposta aos atacantes, mas com o tempo os reforços se mostram incapazes de controlar as incursões dos terroristas.
Há uma corrente da opinião pública que defende que o presidente Filipe Nyusi devia ser convocado para ser ouvido na tenda que julga o caso das dívidas ocultas na BO. Certo ou não, a questão das dívidas ocultas ensombra a governação de Filipe Nyusi.
As consequências económicas das dívidas ocultas mantêm-se altas para a maioria dos moçambicanos. A inflação ronda no fecho do ano nos 5%.
Mas os apoiantes de Nuyusi esperam ouvir informações sobre os resultados positivos da situação dos ataques no centro do país, cuja autoria é atribuída a junta militar da Renamo. Nyusi também pode se apoiar nos notáveis esforços no sector de energia para alicerçar o seu discurso e contentar a sua ala.





