Os médicos residentes do Hospital Central de Maputo ameaçam paralisar as suas actividades a partir da próxima quarta-feira, dia 01 de Novembro, devido ao não pagamento das horas extraordinárias.
O Observatório de Saúde refere que os médicos residentes do Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade sanitária de Moçambique, através de uma carta dirigida à direcção do hospital, ameaçaram semana finda deixar de fazer horas extras a partir de 1 de Novembro, uma vez que estas não estão a ser pagas há nove meses.
A questão relativa a horas extras consta do caderno reivindicativo dos médicos à luz das negociações com o governo, mas ainda não houve consensos neste aspecto, porque mesmo com a suspensão da greve geral, os médicos em alusão quebraram o silêncio e convocaram encontros com a direcção do hospital para exigir o pagamento de horas extraordinárias.
Na carta enviada à direcção do HCM, os médicos residentes ameaçam parar de trabalhar devido ao desgaste físico e psicológico, incluindo dificuldades para deslocamento por não auferirem os montantes em questão.
“Decidimos, por unanimidade, deixar de fazer horas extraordinárias e declarámo-nos indisponíveis fora do horário normal de trabalho, nos feriados e nos fins-de-semana. Durante este período, não poderemos efectuar trabalhos de patrulha, urgências ou outras actividades relevantes”, lê-se na carta dos médicos residentes.’
Em reacção à carta, o director do HCM, Mouzinho Saíde, disse que “se está a procurar soluções para evitar uma greve que possa prejudicar o funcionamento do hospital.”
Embora a reivindicação dos médicos residentes não conste do plano geral da greve dos médicos, a AMM, na voz de Mustafá Agy, manifestou a sua solidariedade para com os colegas.
“A associação solidariza-se mas não coube a si convocar esta paralisação. As lideranças, a nível do Hospital Central, é que estão a avançar com esta medida. Uma vez que o governo não paga as horas extras, os médicos decidiram paralisar actividades, ficando penas com o trabalho no horário normal”, disse.
Sobre a greve nacional dos médicos, suspensa a 24 de Agosto do ano em curso, cujo prazo ia até 02 de Outubro corrente, o representante da AMM, Mustafá Agy, fez saber que a suspensão foi alargada para até finais deste mês.





