Num ano em que Moçambique assinala 33 anos de democratização, as autoridades de gestão eleitoral, os partidos políticos e demais intervenientes mostraram, mais uma vez, a sua falta de ética, transparência e maturidade democrática. O Consórcio Mais Integridade (que congrega sete organizações da sociedade civil), observador do processo, acompanhou de perto a votação e testemunhou, através dos seus correspondentes e observadores presentes em todas as 65 autarquias do país, a episódios abusivos, arrepiantes e vergonhosos que descredibilizam e colocam em causa os resultados que vêm sendo publicados pelas autoridades eleitorais. Inegavelmente, a Polícia voltou a mostrar a sua agressividade e inclinação partidária, violando os mais basilares direitos constitucionais e tratando de forma leviana a vida humana.
As irregularidades grosseiras perpetradas por vários actores não precisaram da cumplicidade da escuridão da noite, mas foram executadas de forma consciente, deliberada e cúmplice em plena luz do dia, mostrando a quebra generalizada de valores sociais como o respeito pelo outro, integridade e justiça. Face às constatações no terreno, o grupo de organizações convida o prestigiado órgão de informação a participar da conferência de imprensa, em que irá apresentar o seu posicionamento sobre a votação ocorrida no dia 11 de Outubro.





