O Governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, deve renunciando ou, pelo menos, suspendendo, a sua função actual de governador da província pelo facto de ser candidato a presidente do município da Matola.
O Centro de Integridade Pública considera que embora não exista algum impedimento legal expresso, Parruque devia fazê-lo por uma questão de bom senso, de respeito pelos eleitores da província de Maputo que, acreditando no seu manifesto, o elegeram, em Outubro de 2019, para lhes dirigir por um período de cinco anos.
A renúncia ou suspensão de funções do actual Governador Província de Maputo deve igualmente ser olhada como um factor de garantia de transparência de que, durante a campanha e propaganda eleitoral para as sextas eleições autárquicas marcadas para o dia 11 de Outubro, não poderá dispor a seu favor dos meios e recursos do Estado.
Diversamente de Stella Zeca, Júlio Parruque não está expressamente abrangido pelas incompatibilidades legais nos termos da lei de eleição dos órgãos autárquicos. No entanto, esta omissão legal abre campo para uma disputa desigual e desleal com os demais concorrentes, igual àquela que impede que Secretário de Estado sejam candidatos à eleição dos órgãos executivos e deliberativos das autarquias locais.





