A Galeria Zerou e a Rebeldia Acasalada de Mário Tique

A Galeria Zerou e a Rebeldia Acasalada de Mário Tique  

“Galeria Zerou, é o título da exposição que inspirou o artista plástico a desencadear uma serie contínua de obras puramente feitas por traços marcados na rebeldia acasalada com acrílico sobre tela. A predominância das cores dá vida ao contexto Zerou, num projecto que vem para restaurar o percurso do artista Mário Tique, com as suas características únicas, no olhar dos seus admiradores e o público em geral.

Mário Tique cria ambientes objectivos com interpretações definidas ao que se sublime as intervenções artísticas, cheias de emoção em que são levadas realidades e verdades com acções influenciadas por acontecimentos marcados em registros vivenciados.

Assim, é a certeza de uma galeria que se encheu de vida, contagiando a geração do Zerou, para que a criação não pare e não largue as paredes lisas e niveladas por mãos que constroem futuros. Quando tudo parecia estar de mãos atadas ao poder das cores, a pincelada fazia os seus acabamentos, Mário Tique continuava a trabalhar com garras e unhas mais acordado que o dia.

O artista foi buscar a alegria de pintar, quando ficou desnudado em seu cárcere que por alguma razão chamou de ateliê, ao ver suas longas e grossas paredes reforçadas com a luz do olhar de resiliência.”

Mais blabla, menos blabla… o facto é que “Mário Henrique Tique, é um artista plástico e designer gráfico moçambicano, oriundo de uma família de talentos em artes visuais. Mário Tique começou a dedicar-se ao desenho e pintura ainda em terra idade, quando frequentava o ensino primário em Maputo. No inicio dos anos 80’s começa a realizar obras de arte em guache e aguarelas e começa a apreciar obras de autores como Picasso, salvador dali, Winfredo Lam, tamayo, Portinari, van Gogh, Beksinski entre outros…

Mário Tique no princípio da sua carreira como artista plástico, ganhou o prémio de pintura no 1º concurso para jovens talentos em artes plásticas realizado em Moçambique pós independência em 1989.

Na mesma altura participou na formação em pintura abstracta figurativa, ministrada por artistas Ucranianos e Maputo. Em 1999 foi prémio pintura do Banco Fomento e Exterior de Portugal, concurso internacional realizado em Maputo onde participaram artistas de mais de 30 países do mundo. Deste prémio ganhou um est’agio na cooperativa Árvore de Porto, Portugal, onde trocou experiencias e aprendeu novas técnicas com alguns artistas portugueses e latino americanos. Em 199/94 participou com o artista Naguib Neto e Muando de Moçambique em exposições de pintura em Porto e Lisboa, Portugal, onde teve a oportunidade de pintar em Lisboa na galeriado pintor Roberto Chichorro.

Em 1994, teve uma bolsa para estudar design gráfico em Paris, onde também desenvolveu muita aprendizagem nas artes plásticas, visitando museus e trocando experiencias com artistas de vários países do mundo, e participou em algumas exposições colectivas de pintura em Paris Lyon e Marsseille. De 1995 a 2000 participou em varias exposições colectivas de pintura e ganhou duas menções honrosas nas Bienais da TDM, concurso de artes plásticas em Moçambique.

De 2000 a 2010 participou em varias Expo’s colectivas dentro e fora do país a destacar kunwayitana com o seu discípulo Sebastião Matsinhe e uma individual no Instituto Camões. De 2010 a actualidade participou em vários projectos, a destacar a individual debaixo do sol em 2021, na Fundação FF Leite Couto e a colectiva Faces, a primeira exposição de Retratos em Moçambique. Mário Tique possui obras em vários países do mundo em colecções privadas e em instituições do estado.”

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