Notícias do distrito de Vilankulo, norte de Inhambane, indicam que a Polícia da República de Moçambique, PRM, impediu a realização de uma marcha de apresentação do candidato do partido Renamo nas eleições autárquicas de 11 de Outubro próximo.
De acordo com o CIP, o incidente ocorreu no domingo, 13 de Agosto, quando a Renamo organizou um desfile pelas ruas do município de Vilankulo para apresentar o seu candidato, Joaquim Quinito Vilanculo.
Ao longo do percurso, apareceu uma viatura da polícia e bloqueou a marcha, o que gerou um conflito que quase resultava em confrontos físicos. A polícia colocou a sua viatura no meio da via e bloqueou uma camioneta que transportava membros da Renamo, mas não conseguiu impedir a passagem de dezenas de motorizadas que acompanhavam a marcha.
Momentos depois, a Polícia da República de Moçambique recebeu reforço da Polícia Municipal local. A polícia alega que a marcha é ilegal, mas a Renamo afirma que comunicou formalmente a polícia sobre o evento da apresentação do seu candidato, incluindo o percurso que iria seguir a marcha.
Perante discussões e empurrões, os jovens da Renamo gritavam: “Nós vamos marchar, Moçambique é nosso!”; “Estamos a apresentar o nosso presidente (referindo-se a candidato da Renamo) que vai ser eleito no dia 11!”; “A luta continua!”; “Cara sem vergonha!”; “Isto é vergonha para Vilankulo!”; “A Frelimo tem mania!”; “Se nos provocar vamos responder com as mãos (violência)!” Este acto, que configura uma das categorias de violência eleitoral, pode ser indício de que as eleições autárquicas deste ano podem ser caracterizadas por extrema violência.





