Celso Correia, actual Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Governo do Presidente Filipe Nyusi, foi ouvido em Maputo por três especialistas da Peters &Peters, a firma de advogados que está a colaborar com a Procuradoria-geral da República de Moçambique na tramitação processual do julgamento sobre as dívidas ocultas que corre no Reino Unido.
Sem se referir as motivações de investigar Celso Correia no caso das dívidas ocultas, o Centro de Integridade Pública, (CIP), que divulgou a informação, refere que, o actual ministro da agricultura de Moçambique, apesar de na altura da contratação das dívidas ocultas ainda não estar no Governo, foi solicitado pela equipa de investigadores a permitir a consulta das suas comunicações e aceitou. ‘Há informação de que não foram encontrados documentos relevantes na sua posse’.
Para o CIP é pouco provável que do levantamento feito sejam encontrados documentos relevantes, principalmente devido ao curso do tempo desde a contratação das dívidas ocultas porquanto já passam cerca de 10 anos e admite-se que muitos documentos podem ter sido deliberadamente apagados ou propositadamente desaparecido nos arquivos.
Entretanto, no dia 28 de Julho é esperada uma sessão no Tribunal Superior de Londres na qual o juiz irá referir-se aos esforços feitos pela República de Moçambique para a divulgação dos documentos. Embora seja quase certo que haverá julgamento, a disponibilidade de Moçambique para partilhar documentos pode ter influência sobre a decisão do tribunal quanto ao pedido principal de Moçambique. No processo civil das dívidas ocultas, iniciado pelo Estado Moçambicano no Reino Unido, a Procuradoria-Geral da República pede a anulação das garantias emitidas por Manuel Chang para avalizar os empréstimos da ProIndicus, no valor de 622 milhões de dólares, e da Mozambique Asset Management (MAM), no valor de 535 milhões de dólares. Moçambique pede ainda a compensação por todos os danos incorridos com o processo das dívidas ocultas. Os demandados são as empresas do grupo Privinvest, o Credit Suisse e os antigos colaboradores do Credit Suisse envolvidos na contratação das dívidas ocultas.





