Armando Guebuza Disse que Não Saiu Ilegalmente com Documentos da Presidência República

O acesso a documentos relacionados com as dívidas ocultas incluiu outras figuras do topo da direcção do Estado.

Armando Guebuza, o antigo Presidente da República, foi solicitado a disponibilizar os seus dispositivos, como computadores pessoais, para consulta pelos especialistas da Peters & Peters. O Centro de Integridade Pública escreve que Armando Emílio Guebuza respondeu que não poderia disponibilizá-los pois não saiu com nenhum documento da presidência. Assim, Guebuza remeteu os especialistas ao Gabinete do Presidente Nyusi para partilhar eventuais documentos.

Isaltina Lucas, directora nacional de Tesouro aquando da contratação das dívidas ocultas e uma das grandes ausentes no julgamento das dívidas ocultas em Maputo, também teve de dar acesso dos seus dispositivos de comunicação aos especialistas da Peters & Peters. E, ciente de que iriam encontrar dados comprometedores, admitiu antes, ao Tribunal Superior da Inglaterra, que afinal recebeu dinheiro da Privinvest. Mas justificou – tal como os demais envolvidos – que se tratava de fundos para projectos de investimento conjunto com Jean Boustani.

Manuel Chang, antes de ser extraditado para os Estados Unidos da América, foi também procurado pelos especialistas da Peters & Peters para partilhar dados do seu e-mail (user e password) para se proceder à consulta de documentos essenciais sobre as dívidas ocultas. Chang foi orientado a responder que havia perdido a memória destes dados devido ao longo tempo que permaneceu na prisão.

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