Núcleo de Arte tem novo presidente

O artista Celestino Mondlane Mudaulane é o novo presidente do Núcleo de Arte em Moçambique. Mudaulane foi confirmado presidente do Núcleo Arte durante as eleições realizadas este fim-de-semana na sede do Núcleo de Arte em Maputo.

Ele concorria pela lista B. O elenco do novo presidente é composto por 11 elementos e foi confirmado vencedor com 67 votos contra 65 do candidato vencido. Houve dois votos nulos.

A comissão eleitoral diz que registou 134 votos depositados nas urnas. A lista A, vencida, era encabeçada pelo artista José Estevão Manhiça. Não aceita os resultados e já submeteu recurso. José Manhiça aponta irregularidades no processo e algum favoritismo da comissão eleitoral para com a lista vencedora.

O candidato vencedor, por seu turno, diz que está feliz com os resultados, agradece a todos que votaram e participaram no processo eleitoral.

Celestino Mudaulane promete “trazer dignidade para os artistas e o mundo de arte; e ainda a profissionalização do artista; temos que viver da arte porque é isso o que sabemos fazer” disse momentos depois de ser anunciado vencedor.

Mudaulane nasceu em Março de 1972, em Lourenço Marques, actual Maputo, capital de Moçambique. É professor de Cerâmica e Desenho na Escola de Artes Visuais de Moçambique desde 1993. Foi professor do primeiro curso de Educação Visual no Centro Cultural de Matalana. É membro do Núcleo de Arte e membro fundador do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique.

O presidente cessante é André Manhiça. Esteve cinco anos em frente da organização e diz que geriu a direcção do Núcleo de Arte numa fase difícil, mas mesmo assim está satisfeito com o trabalho que fez e garante que não deixou a casa com os cofres vazios.

Manhiça aponta a crise despoletadas pelas dívidas ocultas e o terrorismo em Cabo Delgado como tendo sido os grandes males que influenciaram negativamente o seu mandato desde de 2016. “As actividades artísticas dependem do turismo. O nosso mandato coincidiu com a situação das dívidas ocultas e o terrorismo em Cabo Delgado. O país sofreu sanções económicas e retraiu a cultura e o turismo. Mas depois tivemos o apoio do Moza Banco. Tentamos envolver mais jovens nas nossas actividades” disse-nos o presidente cessante.

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