As eleições autárquicas vão ser “inundadas” por eleitores de fora dos municípios da província da Zambézia. A situação poderá afectar Alto Molocué e Gurué, que foram objecto de fraude grave nas últimas eleições em 2018, e Mocumba e Maganja da Costa, onde a Frelimo ganhou por apenas algumas centenas de votos em 2018.
Há evidências, também, de grandes discrepâncias no recenseamento entre os STAE’s provinciais e nacionais. Isto vem juntar-se ao facto de terem sido usadas menos brigadas de recenseamento na Zambézia, numa tentativa de reduzir o recenseamento da oposição, bem como as avarias intencionais nas máquinas de recenseamento quando os eleitores da oposição tentavam recensear-se.
Em muitas zonas, houve relatos de longas filas de espera e de pessoas que não conseguiram registar-se. Milhares de pessoas a atravessar a fronteira Como medida de obtenção e manutenção do seu emprego, espera-se que os funcionários públicos apoiem e votem no partido no poder, a Frelimo. Há relatos verificados de que a Frelimo levou professores de escolas fora do município para se recensearem. Nalguns casos, nem sequer tinham de se apresentar aos postos de recenseamento. Enviavam-se simplesmente listas destes professores. Em Morrumbala, 40 professores residentes fora dos limites do município estão a ser processados por se terem registado ilegalmente no município. Isto pode acrescentar muitas centenas de votos para a Frelimo em municípios onde a diferença entre a Frelimo e a oposição foi pequena nas eleições autárquicas de 2018. Por exemplo, em Mocumba, a Frelimo teve apenas mais 240 votos do que a oposição em 2018.





