Reunido esta semana ena sua 21ª sessão ordinária em Maputo, o Conselho de Ministros apresentou um cenário fiscal optimista para o médio prazo.
De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suaze, o enário fiscal de médio prazo 2024/2026 prevê que a economia nacional prossiga com a recuperação dos sucessivos choques que afectaram o país como a pandemia, eventos climáticos caracterizados por ventos e chuvas fortes e ainda o ciclones freddy que afectou mais de um milhão de pessoas perspectivando um crescimento de 7% este ano e (2 pontos percentuais a cima do objectivo do plano económico social e orçamento geral do estado, estabelecido em 5,0% após 4,1 em 2022 e com uma projecção de cerca de 5,5% em 2024.
Antes da pandemia da COVID-19, a economia moçambicana estava num processo de recuperação do impacto dos ciclones tropicais Idai e Kenneth, que atingiu o país em 2019, tendo resultado num crescimento de 2.3%, significando uma redução de 1.5 pontos percentuais em relação ao crescimento inicialmente previsto para o mesmo ano que era de 3.8%.
O cenário fiscal de médio prazo 2021 – 2023 foi elaborado num ambiente de choques, quer internos como externos, com destaque para: (i) nível elevado de endividamento público; (ii) restrições no financiamento externo; (iii) queda dos preços das matérias-primas no mercado internacional e (iv) depreciação cambial face as principais moedas de transacção com o país (dólar, RAND) que se reflectiram na subida dos preços internos de bens e serviços.





