O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela inaugurou esta quarta-feira o Museu Banco de Moçambique em Maputo.
Zandamela explica que o museu surge perante a necessidade de garantir a preservação e valorização da memória institucional e a continuidade geracional do conhecimento dos diversos estágios da história de criação de um banco central em Moçambique, tendo sido iniciado, em 2013, com o processo de criação de um museu dentro das instalações do Banco.
De acordo com o governador, o estabelecimento deste museu envolveu pesquisas, recolha de informação e troca de experiências junto de entidades nacionais e internacionais, o que culminou com a produção de documentos, recolha de imagens e objectos do percurso histórico das actividades do Banco de Moçambique e do seu acervo artístico.
O Museu compreende cinco áreas temáticas, que proporcionam uma visão histórica, técnico-científica e artística do país.
A primeira área versa sobre a evolução dos meios de pagamentos em Moçambique, as emissões de moeda pelo Banco Nacional Ultramarino para Moçambique, entre 1877 e 1974, e a representação geográfica das moedas no mundo.
A segunda incide sobre a valorização do ouro e a sua ligação com as funções do Banco de Moçambique, o que nos ajuda a compreender melhor a génese do comércio do ouro em África e em Moçambique, bem como o percurso da mão-de-obra moçambicana para as minas de ouro na África do Sul.
A terceira área, esclareceu Zandamela, centra-se na história do Metical, onde se destaca cronologicamente as três famílias do Metical, as emissões do Banco Nacional Ultramarino com a sobrecarga Banco de Moçambique, as notas e moedas do Metical, e as moedas e medalhas comemorativas produzidas para celebrações de diversas efemérides da nossa instituição. A terceira temática traz uma forte componente de disseminação do conhecimento numismático e medalhístico que está associada a função de emissor de moeda, onde se destaca o Metical, um dos símbolos da nossa soberania.
Por seu turno, a quarta área incide sobre a evolução tecnológica na actividade bancária em Moçambique, onde estão representados os equipamentos utilizados pela banca em Moçambique no período pós-independência. Enquanto a quinta e última área temática apresenta os principais marcos históricos do Banco de Moçambique, com destaque para a área dedicada aos antigos governadores, as maquetes dos edifícios da sede e das filiais, os brasões dos logótipos do Banco, e as imagens ilustrativas dos processos de criação da instituição e do Metical.
Para além das áreas mencionadas, o Museu acomoda uma galeria de arte, com exposições permanentes e temporárias, um auditório, uma loja e uma cafetaria de onde podemos apreciar o monumento do Metical.
“A materialização deste projecto permitirá a sociedade conhecer as principais funções do banco central conferidas pela Lei Orgânica, e também sobre a área de museologia. É nossa convicção que este Museu irá contribuir para o enriquecimento do património histórico e cultural do nosso país, bem como para melhorar os níveis de educação financeira da população, um dos pilares estratégicos da nossa actuação como banco central. Assim, gostaria de apelar aos pesquisadores, estudantes e toda a sociedade em geral, que façam o máximo uso do rico manancial de informação que o Museu oferece, assegurando sempre a sua preservação e valorização ao longo do tempo” disse Rogério Zandamela na sua intervenção





