Alexis Meyer, Representante do Fundo Monetário Internacional em Moçambique procedeu a apresentação dos cenários macroeconómicos de Moçambique sob ponto de vista da situação regional:
É provável que as condições de financiamento restritivas persistam; Inflação mundial elevada e, por conseguinte, taxas mais elevadas durante mais tempo; Fragmentação geopolítica que afecta os fluxos de ajuda; Política mais prudente da China em termos de concessão de empréstimos, • Continuação da transição para o financiamento no mercado; Necessidades em matéria de alterações climáticas.
O crescimento do PIB da África Subsariana continuará a diminuir para 3,6% em 2023; Ligeira melhoria em muitos países, mas prejudicada pelo abrandamento em algumas das principais economias, como a África do Sul.
Prevê-se um crescimento do PIB da África Subsariana de 4,2% em 2024; Pressupõe uma recuperação mundial, preços da energia mais baixos e uma menor inflação (consequentemente, taxas de juro mais baixas); Impulsionado sobretudo pelos países pobres em recursos naturais e outros países ricos em recursos naturais não petrolíferos.
As perspectivas de médio e longo prazo para Moçambique são excelentes, mas a curto prazo é necessário travar os excessos da despesa em torno da reforma da massa salarial e salvaguardar a sustentabilidade fiscal.
O mais longo prazo: agravamento das vulnerabilidades da dívida e menor potencial de crescimento
Perspectivas de médio e longo prazo são boas, mas… as vulnerabilidades da dívida estão a aumentar…
O rácio da dívida pública duplicou na última década; As vulnerabilidades da dívida continuam a aumentar; Os problemas de liquidez podem, com o tempo, levantar questões de solvência. • Muita cautela em desenhar politicas fiscais.





