Sector privado prepara-se para os impactos da variante “Ômicron”

A Confederação das Associações Económicas, CTA, considera que com a recente eclosão da nova variante da COVID-19 designada “Ômicron”, já com casos confirmados em alguns países, surge um sinal de alerta a nível global que tende a subverter o quadro actual e tem levado vários países a adoptarem medidas restritivas, que incluíram a suspensão de voos, com impacto negativo sobre a actividade económica.

De acordo com o CTA, países como o Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, Japão, Reino Unido, União Europeia, entre outros, anunciaram recentemente a imposição de restrições imediatas a voos provenientes de sete países da região da SADC que inclui Moçambique. Esta postura tem sido adoptada, inclusivamente, por alguns países africanos, com destaque para Angola, Seychelles e Ruanda. Para a CTA estas restrições impostas por estes países terão impactos económicos significativos.

Segundo a CTA, no caso particular de Moçambique, no sector do turismo, que se encontra no seu período de alta, esta situação poderá afectar o processo de recuperação do sector face ao cancelamento de reservas e adiamento de viagens de turistas e homens de negócios para o País. Igualmente, visto que grande parte do investimento estrangeiro provêm da União Europeia, para além deste ser um dos principais destinos das exportações nacionais, estas restrições poderão contribuir para a retracção dos investimentos e contracção do fluxo de actividade económica no País, numa altura em que a economia busca caminhos para recuperação e estabelecimento de bases para retoma integral da actividade económica.

O sector empresarial em Moçambique considera que o fluxo de viagens, tanto de turismo assim como de negócios, está a registar uma clara recuperação até ao terceiro trimestre de 2021, onde cresceu 14% comparativamente ao mesmo período de 2020, havendo sinais claros de que 2021 iria superar o fluxo de viagens de 2020 que se tinha saldado em 180 milhões de dólares. Contudo, com esta situação o cenário poderá ser contrariado, prevendo-se que o fluxo de viagens possa fixar-se abaixo dos 180 milhões de dólares, se estas medidas de banimento se mantiverem por longo período, diz a CTA, o braço empresarial do partido.

Em Moçambique, apenas 17% da população está vacinada.

Impossível copiar o conteúdo desta página