A organização dos Trabalhadores de Moçambique Central Sindical, OTM-CS, celebra esta quinta-feira, 13 de Outubro, o 46º aniversário da sua criação, cujas cerimónias centrais terão lugar na cidade de Maputo sob olema OTM-CS, 46 Anos de Luta Pelos Direitos Laborais e Sindicais”.
Foi a 13 de Outubro de 1976 no antigo Liceu Salazar, actual Escola Secundária Josina Machel, que o saudoso Samora machel, na altura Presidente da República popular de Moçambique reuniu-se com representantes da classe trabalhadora e exortou-os a se unirem e organizar os trabalhadores em moldes colectivos em cada secção/sector de trabalho da fábrica, sendo este o embrião do movimento sindical genuinamente moçambicano.
Apesar de algum avanço na estrura organizacional e operativa, a OTM nunca se desligou das agarras do poder executivo do estado. Muitos dos líderes sindicais usam a organização como trampolim para chegar a altos cargos políticos identificando-se apenas com a massa laboral para a exaltação dos seus interesses políticos e económicos. Joaquim Fanheiro e Francisco Mazoio são alguns dos exemplos que apesar de pouco fazerem pelos trabalhadores conseguiram ascender a funções de níveis governamentais.
Desde a sua criação a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos nunca realizou um movimento de vulto em torno da defesa dos direitos dos trabalhadores, que desde a independência do país vive com salário abaixo da cesta básica, os mais baixos da SADC.
Contudo, os 46 anos da OTM acontecem numa altura em que o governo decidiu fazer uma espécie de revolução nos procedimentos de pagamentos salariais ao nível do sector laboral do estado com a aprovação da Tabela Salárial Única, vulgoTSU, deixando os trabalhadores do sector privado numa situação de ‘filhos enteados’.





