“Que o Governo de Moçambique e os Agentes Económicos ataquem com urgência o problema de fundo que é o custo de vida, tomando medidas claras e eficazes para o controlo dos preços de bens e serviços básicos, no lugar de entreterem à população com falácias e vãs promessas de distribuir-lhe dinheiro ou criar projectos sem pés para andar como é o caso do projecto “FAMBA”, da Agência Metropolitana de Transporte de Maputo” diz um comunicado do Comité Sindical
O cartão famba é um método de pagamento promovido pela AMT (Agencia Metropolitana de Transporte de Maputo) e é usado para fazer o pagamento de transporte.
O pronunciamento foi feito em conferência de imprensa depois de reunido no dia 6 de Julho de 2022, o Comité Sindical analisou a situação socioeconómica e laboral dos trabalhadores e o elevado custo de vida, tendo constatado que nos últimos tempos ocorrem, no país, fenómenos extraordinários internos e externos que mexem com as condições de vida da maioria dos trabalhadores moçambicanos.
Esta semana correm no país mensagens, sobretudo nas redes sociais, convocando uma manifestação popular para o dia 14.
Os sindicatos, um grupo tido como aliado do sistema, diz deplorar as péssimas condições dos transportes semi-colectivos de passageiros, caracterizadas por falta de ética profissional da maioria dos seus condutores e cobradores, estado lastimável das cadeiras e das viaturas, incluindo deficiências mecânicas e encurtamento de rotas. Os transportadores ainda não reagiram aos pronunciamentos.
“Em suma, o que se verifica por parte destes operadores é uma total falta de valorização e respeito pelos passageiros, sem que os proprietários destes meios façam algo para a sua inversão e nem as autoridades têm vontade política de corrigir este mal aflige a nossa sociedade”, diz um comunicado daquela organização sindical.





