A greve que os transportadores de passageiros, vulgo chapa cem, estão a observar desde as primeiras horas de hoje, dia 4 de Julho em Maputo está a causar, além de agitação das massas, um autêntico caos político económico em Maputo, a capital do país.
Os transportadores púbicos de passageiros que ligam os diveros bairros das cidades de Maputo e Matola, incluindo o distrito de Marracuene e Boane, conhecida por zona metropolitana do grande Maputo, decidiram paralizar as suas actividades esta segunda-feira.
A paralização gerou violência e tiroteio no terminal do Zimpeto, quando alguns transportadores tentavam evitar a greve e transportar pessoas. Algumas pessoas ficaram feridas e a polícia usou gás lacrimogeneo para dispersar os populares.
O governo, através do Ministério dos Transportes e Comunicações está reunido de emergência com os representantes das associações dos transportadores do grande Maputo com vista a encontrar uma solução do problema. Espera-se que o governo venha a ceder no incrimento das tarifas dos chapas exigido pelos transportadores. Ainda não foram partilhadas as propostas das novas tarifas.
Os chapeiros exigem o reajuste das taxas actualmente praticadas no sector, que as consideram insustenteis devido aos sucessivos agravamentos dos preços dos combustíveis, sobretudo o gasóleo e a gasolina.
Actualmente os preços dos chapas em Maputo variam dos 12 aos 26 meticais. Estima-se que cerca de oitenta mil pessoas apanham dependentemente os transportes públicos em Maputo.





