A Fundação MASC (Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil) procedeu, esta quarta-feira, 29, em Maputo, ao lançamento da iniciativa “Arte Para Paz”, um movimento para revitalizar os distritos atingidos pela violência extremista, na província de Cabo Delgado, e dar esperança às comunidades afectadas.
Através da iniciativa, a Fundação MASC pretende mobilizar pessoas singulares e colectivas para contribuírem com materiais como baldes de tinta, pincéis, luvas e também com conhecimento artístico (por ex. muralistas) para dar cor às ruas, casas e edifícios dos distritos de Mocímboa da Praia, Palma, Macomia, Quissanga, Nangade e Muidumbe, e curar as comunidades através da arte, criando condições mínimas para o retorno dos deslocados às suas zonas de origem.
Mais do que a reafirmação do compromisso da Fundação MASC em apoiar os esforços par a reconstrução dos distritos afectados pela violência, a “Arte para Paz” pretende ser um movimento nacional para a revitalização desses locais, envolvendo moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, e do Zumbo ao Índico.
Falando no lançamento da iniciativa, num evento que juntou cerca de duas centenas de pessoas, entre representantes do Governo, corpo diplomático, sociedade social e sector privado, o Director Executivo da Fundação MASC, João Pereira, exortou a todos os moçambicanos de modo adarem a sua mão para a materialização do sonho de dar cor aos distritos ao norte de Cabo Delgado e voltar a dar esperança às comunidades do norte de Moçambique.
Disse que, embora a Fundação MASC tenha sistemas e procedimentos fortes, o que faz com que esteja obrigada a fazer mais e melhor, os desafios que se impõem precisam de sinergias de todos.
“Queremos fazer mais para Moçambique, mas os desafios do presente e do futuro não nos permitem trabalhar sozinhos. Por isso, estamos aqui para fazer um forte apelo a todas forças vivas, governo, sector privado, doadores, entre outras, para, juntos, trabalharmos na materialização da iniciativa Arte para Paz, vencer o terrorismo, promover a coesão social e bem-estar dos Moçambicanos”, disse João Pereira.
“O nível de reconhecimento e do que já alcançamos, como Fundação MASC, não nos confere privilégios ou nos dá poder de trabalharmos sozinhos. Pelo contrário, impõe-nos mais humildade, parceria, trabalho, responsabilidade, transparência e integridade”, acrescentou.





