Ivete Maibaze, Ministra da Terra e Ambiente, diz que, segundo o censo de 2017, do Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 65% da população em Moçambique não tem acesso ao saneamento melhorado, e estima-se que a quantidade de plástico descartado no ambiente é de aproximadamente 100.000 toneladas/ano.
Ivete Maibaze falava semana passada em Maputo na abertura da reunião de validação do Estudo sobre o Impacto Socioeconómico do Banimento do Saco de Plástico
Os sacos plásticos descartáveis, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, (PNUMA-2019), apud Philips (2020), representam aproximadamente entre 8 e 9% do fluxo global de resíduos.
A ministra considera que os polímeros utilizados na produção de plásticos descartáveis não são biodegradáveis e, em média, só começam a se decompor após 500 anos.
As autoridades moçambicanas consideram também que a proliferação de resíduos de saco plástico nas vias públicas, valas de drenagem, mercados, praias, oceanos entre outros locais, constitui um dos maiores desafios na gestão de resíduos sólidos no país.
O estudo do REPENSAR (2020) sobre o estabelecimento de um programa em lixo marinho e Micro-plásticos categorizou 10 tipos de lixo plásticos nas principais praias urbanas e não urbanas da cidade e Província de Maputo e constatou que os maiores contribuintes do lixo plástico marinho das praias urbanas são os Sacos de plásticos que ocupa a 4ª posição no caso das praias não urbanas.
Segundo a IUCN (2020), dados referentes a 2018, em Moçambique, a média de resíduos de plásticos produzidos é de 6.1 kg per capita ano, um nível muito inferior à média mundial de 29 kg per capita ano (Kaza et al, 2018).
No entanto, a taxa de recolha de resíduos de Moçambique é de 30% e todos os resíduos plásticos recolhidos são indevidamente depositados em lixeiras a céu aberto, e uma pequena quantidade é reciclada (1% dos resíduos plásticos produzidos), o que equivale a dizer que cerca de 17 mil toneladas de resíduos plásticos vão aos rios e o oceano.
Estima-se que cerca de 12,5 milhões de toneladas de resíduos plásticos acabam por entrar nas águas moçambicanas (MIMAIP).





