Museu Mafalala Encerra Residência Artística Com Jovens de Seis Províncias Moçambicanas

Dados em nosso poder indicam que o Museu Mafalala foi palco durante o mês de Maio findo, de uma Residência Artística subordinada ao tema “A Literatura Como Exemplo de Cidadania na Periferia de Maputo” que reuniu sete jovens entre os 18 e 25 anos de idade, provenientes de Maputo, Cabo Delgado, Inhambane, Niassa, Sofala e Tete, com diferentes ocupações nas artes como dança, música, literatura e desenho.

Neste fórum, os jovens tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre cidadania, sobre o papel da arte na sua construção, e sobre a história do bairro da Mafalala e sua importância na construção do país.

Na primeira etapa, a residência artística contemplou a realização de oficina de literatura e performance cuja curadoria esteve a cargo da actriz e encenadora Lucrécia Paco.

A oficina percorreu o contexto histórico da literatura moçambicana no contexto de periferia, olhando sobretudo para um dos maiores poetas da história de Moçambique, José Craveirinha, em celebração do seu centenário.

Com Lucrécia Paco, os participantes mergulharam na arte da performance, aprendendo a usar a arte, para expressar não só a sua criatividade, mas também a transmissão assertiva das mensagens através das suas obras de arte.

Na segunda etapa, a residência artística esteve focada no trabalho sobre a vida e obra do fotojornalista Ricardo Rangel, e do artista plástico e poeta Malangatana Valente Ngwenya; dois contemporâneos de José Craveirinha.

A Residência Artística foi organizada pelo Museu Mafalala, com o financiamento da União Europeia no âmbito do Programa de Apoio aos Actores Não Estatais (PAANE), iniciativa que visa reforçar a democracia participativa, representativa e sensível ao género em Moçambique, através do envolvimento das autoridades públicas e da sociedade civil num diálogo democrático sustentável.

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