Apanhados Camaramen Sobre o Relatório e Contas 2021 do Standard Bank

A par da crise da covid-19 que deflagrou em todos os sectores da economia, o Standard Bank teve que gerir os impactos das sanções impostas pelo Banco de Moçambique como resultado de comportamentos lesivos e antiéticos por parte de alguns dos seus gestores de topo.

O relatório anual da empresa reporta que em 2021, o banco alcançou resultados líquidos de MZN 4.966 milhões, 9,8% menos que os MZN 5.453 milhões registados em 2020. Este declínio deveu-se a um crescimento mais rápido das despesas do que dos proveitos operacionais, em consequência de uma postura operacional atípica devido à COVID-19, bem como a um evento negativo isolado durante o ano, que levou à perda de proveitos e a incorrer em encargos anormais.

Por outro lado, diz o banco, embora o total do activo tenha tido um crescimento marginal, “conseguimos um crescimento satisfatório nos nossos activos remunerados comparado com o último ano. Considerando os problemas já mencionados, estes resultados são fantásticos”.

Queda Nas Operações Financeiras

De acordo com o documento, a margem financeira do banco cresceu 19,8% comparado com o ano anterior, mas os outros proveitos caíram 11,7%, influenciados negativamente pelos resultados de operações financeiras, que foram substancialmente menores.

Esta situação deveu-se a menos dias de negociação durante o mês de Julho, quando o banco foi suspenso do mercado cambial pelo Banco de Moçambique.

O trabalho de auditoria concluiu que o desempenho excelente de outras linhas de proveitos de comissões atenuou o mau desempenho da linha de resultados de operações financeiras, garantindo assim um crescimento global do total de proveitos. Em 2021, o banco teve resultados líquidos de impostos (RLI) de MZN 4.966 milhões, 9,8% menos do que os MZN 5.453 milhões registados em 2020.

Como esperado, o rácio de rendibilidade dos capitais próprios (ROE) também desceu de 21,3% em 2020 para 16,6%, a reflectir a menor rendibilidade e o impacto de lucros substanciais reinvestidos na actividade, para suportar o nosso futuro crescimento.

Certamente serão estes e outros alguns dos desafios da equipa do Conselho de Administração rejuvenescida na última assembleia-geral que aprovou o relatório e contas do banco.

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