A Vale comunica que concluiu no dia 25 de Abril de 2022, o processo de transmissão responsável da operação de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala para a Vulcan Resources, com base no acordo vinculativo da venda de activos anunciado em 21 de Dezembro de 2021.
No início de 2021, a Vale havia anunciado o objectivo de desinvestir dos seus activos de carvão, focando-se nos seus negócios principais e na ambição de se tornar líder em mineração de baixo carbono. A conclusão da transacção accionista esteve sujeita ao cumprimento das condições precedentes usuais, incluindo as aprovações dos governos de Moçambique e do Malawi.
As duas empresas vão continuar a colaborar na implementação de sistemas, processos e procedimentos, para garantir a continuidade das operações.
Legado Reclamado no desenvolvimento
Nos últimos 15 anos, a Vale trabalhou em parceria com os governos de Moçambique e do Malawi na implementação da mina de Moatize e dos 912 km da linha férrea do Corredor Logístico de Nacala para o transporte de carvão, incluindo um porto dedicado exclusivamente às operações de carvão, para além da renovação das operações de carga geral e transporte de passageiros. Estes investimentos representam um legado relevante para os países e são um importante vector para o desenvolvimento local.
Ao longo dos 15 anos, a Vale investiu um total de US$ 13.1 bilhões nos empreendimentos, ocupando um lugar de destaque como um dos maiores contribuintes de impostos do país no valor de US$ 1 bilhão. Proveu cerca de 50 mil empregos directos e indirectos e mais de 5000 fornecedores locais
Manteve importantes iniciativas de desenvolvimento social e ambiental na região onde mais de US$ 82 milhões foram investidos nos projectos da Mina e do Corredor.
Os seus programas sociais beneficiaram cerca de 15,400 pessoas, das quais 34% são mulheres, citando como exemplo o programa de empoderamento da rapariga, que beneficia milhares de adolescentes e jovens residentes nos bairros de reassentamento. Desenvolveu programas de formação e integração para professores e técnicos e mais de 1000 jovens formados em soldadura, serralharia, mecânica industrial e auto, informática, electricidade, construção civil, entre tantas outras iniciativas que fizeram a diferença na vida de muitos jovens moçambicanos.
Algumas entidades consideram o projecto da Vale Moçambique como tendo sido dos mais destacados na falta de respeito pelo direitos humanos das comunidades residentes nas áreas de desenvolvimento das suas actividades. São invocadas atrocidades e violações praticadas pela empresa durante a sua presença em Tete.





