O deputado António Niquice ainda não se pronunciou sobre o caso em que a sua empresa é acusada de ter concorrido e ganho um concurso para a reabilitar a casa do estado alocada a Verónica Macamo na qualidade de ex presidente da assembleia da república.
O caso foi despoletado num artigo do Centro de Integridade Pública, que aponta António Rosário Niquice, deputado e presidente da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República (CPO), e a sua sócia Paula Maria Nhanala proprietários da empresa Eco Village, receberam por a adjudicação do objecto do Concurso n.º 01/GADE/ UGEA/20221, lançado pelo Gabinete de Assistência aos Antigos Presidentes da República e Atendimento dos Dirigentes Superiores do Estado – GADE.
O ministro da Economia e Finanças moçambicano terá já anulado o concurso. Max Tonela mandou invalidar o referido concurso em despacho do dia 06 deste mês, com o fundamento de terem sido identificadas ilegalidades à luz das normas de Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, Fornecimento de Bens e Prestação de Serviços ao Estado e da Lei de Probidade Pública”.
O concurso visava seleccionar uma empresa para proceder à realização de benfeitorias e obras de adequação protocolar na residência da antiga presidente da Assembleia da República, Verónica Nataniel Macamo Ndlhovo, no valor de 16.715.790,00 MT (Dezasseis milhões setecentos e quinze mil setecentos e noventas meticais).
Niquice tem sido visto em trabalhos oficiais da comissão que lidera da assembleia da república em visitas em empresas públicas e actividades fiscalização das contas integridade das empresas do estado.
Verónica Macamo e António Niquice são influentes membros do partido Frelimo que governo em Moçambique. Os dois ainda não se pronunciaram publicamente sobre o caso. O caso tem estado a dominar as manchetes da media independente em Maputo.





