Esta segunda-feira, 11 de Abril, celebra-se o dia do jornalista em Moçambique. A data marca o nascimento da Organização Nacional do Jornalista, na fase de partido único e que actualmente passou a Sindicato Nacional de Jornalistas.
A organização não parece ser a mesma que nasceu em prol dos interesses da classe profissional. Desligou-se dos seus ideais aparentemente servindo um pequeno grupo de profissionais para tirar dividendos. Jornalistas insistem em levar a organização para o desrespeito das regras fundamentais de democracia e de transparência.
Aparentemente para favorecer a equipa actual fora do seu mandato não se promove a realização de eleições em respeito dos estatutos da organização. A ética e deontologia se prega de boca para fora, para os outros.
Há uma despreocupação da actual equipa de manter as coisas como estão; Parece um elenco de jornalistas que assaltou o poder no sindicato e não quer largar. O argumento da falta de dinheiro para a realização das eleições em assembleia-geral não cola.Como exemplo do topo de promoção das liberdades de imprensa, o presidente Nyusi desde que chegou ao poder barrou o uso do telefone por jornalistas na presidência; os jornalistas que cobrem as sessões na presidência da república, incluindo as sessões do Conselho de Ministros, são lhes confiscados os telefones no acesso. Os telefones ficam expostos aos critérios dos seguranças da elite presidencial. E isto em épocas em que o telefone tornou-se um instrumento de comunicação fundamental, sobretudo para o jornalista, que tem que permanentemente tratar, manusear, analisar informação.Nesta celebração também houve o registo da tendência de auto promoção de alguns jovens profissionais, que usando as redes sociais tentam usar a profissão como trampolim no acesso a cargos e respeito social;Como um órgão de informação queremos anotar a recepção de varias mensagens de encorajamento que nos foram chegando de várias entidades que encaram a profissão e os seus profissionais como sendo um parceiro fundamental na produção de uma nação e mundo melhor, cultivando o respeito pelas regras básicas de convivência.





