Pesquisas em curso sobre a situação em Cabo Delgado referem que apesar de o governo promover o retorno, a maioria das pessoas deslocadas pela guerra terrorista naquela província ainda não foi autorizada a regressar a casa, sobretudo nos distritos de Palma e Mocíboa da Praia. Em Maputo, os relaxamentos no regresso das populações por parte do governo em alguns distritos de cabo Delgado, coincidem com o anúncio da decisão do Fundo Monetário Internacional de negociar um acordo de financiamento robusto com o governo de Moçambique. No seu regresso ‘pôs’ pouco mais de meia década desavindo com o governo, o FMI promete poder considerar um acordo financeiro com o país, dos mais robustos desde que começou a sua relação de financiamento com Moçambique. A decisão é dos técnicos que estiveram em Maputo em reuniões com os membros da equipe de Nyusi lideradas por Max Tonela, o ministro da Economia e Finanças que deverá ser concluída numa reunião do Conselho de Administração do FMI.
Funcionários Corruptos do Governo no Campo dos Refugiados
Pesquisadores dizem que o processo da gestão dos refugiados gerou rumores de que funcionários corruptos do governo querem que os campos de deslocados permaneçam, porque estão a desviar a ajuda fornecida por agências humanitárias. Mas há a ideia de que a permanência dos campos dos refugiados é uma decisão de segurança porque acreditam que os deslocados têm muitos parentes entre os terroristas Al- Shabaab e, quando voltarem para suas casas, vão lhes fornecer ajuda para continuar a atacar.





