Cerca de 48 horas depois de o Presidente do Conselho de Administração, CA, da Tmcel, Mahomed Rafique ter anunciado publicamente a decisão sobre a demissão de mil trabalhadores, a empresa emitiu um comunicado esta quinta-feira no qual tenta amainar a agitação que as declarações do PCA provocaram junto da massa laboral.
Mahomed Rafique anunciou os despedimentos através da imprensa no dia 28 deste mês. N o dia seguinte, terça-feira, dia 29 de Março, o Comité da Empresa, CE, emitiu um ‘Posicionamento’ sobre as declarações a imprensa de Mahomed Rafique. No essencial, o Comité da Empresa concorda com o processo de reestruração em curso, “mas que devem ser cumpridos todos os princípios do acordo rubricado entre as partes”.
Os trabalhadores dizem que foram surpreendidos pela impressa dizendo que será reduzida este ano 1000 trabalhadores, mas ainda não sabem quais vão ser os critérios e muito menos não existe um Acordo entre o CA e CE sobre a segunda fase da reestruturação.
No comunicado do Conselho de Admnistração publicado esta quinta-feira, com o título ‘Não haverá despedimentos na Tmcel’ o Conselho de Administração diz que “na primeira fase deste processo de redimensionamento, a Tmcel prevê em breve ter ao seu serviço cerca de 1700 trabalhadores”
Na sua reacção, os trabalhadores dizem que na pratica o acordo rubricado entre o Conselho de Administração e o Comité da Empresa não está sendo cumprido “pois temos colaboradores que já fixaram as suas pensões desde Julho de 2021 e até ao presente momento não foram pagas as respectivas compensações”.
O Conselho de Administração diz que após término da primeira fase prevê o arranque da segunda fase do redimensionamento da mão-de-obra, estando actualmente em curso negociações com o Comité da Empresa para o efeito.
A massa laboral diz que reiteradas vezes os trabalhadores abrangidos pela reestruturação voluntária em reuniões presididas pelo CA solicitaram que fossem pagos o pacote acordado, mas “foram ditos que logo que o INPS fixasse as pensões o pacote seria pago”.
Quando foi constituída a Tmcel a mão-de-obra totalizava 2086 trabalhadores provenientes das extintas empresas TDM e Mcel.
“Quando era TDM e Mcel, fizemos reestruturação onde foram pagas as compensações dentro dos Acordos, os salários eram pagos até ao dia 30 de cada mês e não até ao dia 21 do mês seguinte” dizem os trabalhadores na sua reacção de posicionamento após intervenção do PCA na media, no segmento do encontro com a comissão parlamentar do plano e orçamento.





