Renamo Diz Que Aumento do Preço dos Combustíveis Deve-se a Má Governação

A Renamo diz que á par da guerra em Cabo Delgado, das várias tempestades como a Ana e Gombe, as constantes subidas de preços dos combustíveis no país têm tornado a vida dos moçambicanos cada vez mais sofrida e desumanizante.

Foi nesta senda que em 20 de Outubro do ano passado, o Governo decidiu aumentar os preços dos combustíveis em cerca de 10% numa altura em que centenas de compatriotas acabavam de ser despedidos dos seus postos de trabalho devido a pandemia da Covid-19, alegadamente porque houve subida no mercado internacional.

Por consequência esta subida abrupta, inoportuna e alinhada com a ausência de uma política de cidadãos agravou protecção social e custo de vida a que estão sujeitos os moçambicanos.

Muito recentemente, devido a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tornou-se público que o preço do barril do combustível sofreu de preço no mercado internacional.

Em virtude desta situação, no dia 15 de Março do presente ano, o Governo de Moçambique, de forma demagógica e maquiavélica propalou uma série de medidas de alívio de preços dos combustíveis para supostamente atenuar o sufoco dos operadores da área dos combustíveis.

Curiosamente, no dia seguinte, 16 de Março este mesmo Governo decidiu e anunciou mais um aumento substancial dos preços da gasolina, gasóleo e gás de cozinha cuja única vítima é o consumidor final ou seja o pacato cidadão que vê mais encarecidos os preços do transporte, arroz, açúcar, óleo alimentar, farinha e outros bens de necessidades básicas.

Esta encenação teve como único objectivo enganar a opinião pública moçambicana, sobretudo os incautos, porque na verdade estamos perante um esquema de autêntica extorsão aos cidadãos.

Por conseguinte, é questionável o porquê desta viragem em vinte e quatro horas e a resposta é simples porquanto este Regime não tem como epicentro da sua governação o bem estar dos moçambicanos e muito menos a protecção social dos cidadãos.

Como se explica um aumento de preços sobre combustível que já tinha sido comprado e encontra-se no país? questiona a Renamo.

Para aquele partido como se explica que logo que se anuncia a oscilação de preços de combustíveis no mercado internacional no dia seguinte o Governo da Frelimo agrava os preços dos mesmos e em consequência os produtos de primeira necessidade? Para onde e a quem beneficia o gás de Pande, na província de Inhambane que dá lucros milionários á alguns membros da nomenclatura e aos estrangeiros?

A Renamo considera que esta atitude consubstancia ausência de humanismo num país em que o desemprego está altamente massificado, milhões de compatriotas vivem á Deus dará e têm a sua renda através de uma agricultura de cabo curto.

Segundo ainda a Renamo, os preços forçados pelo Governo estão revestidos de uma autêntica injustiça social para aqueles homens e mulheres que dificilmente conseguem ter uma refeição condigna por dia, o que representa um confronto ao artigo 1 da nossa Constituição que dispõe que a República de Moçambique é um Estado de justiça social.

O Regime apresenta-se e preocupa-se apenas pelo lucro e assalto constante ao bolso do cidadão que de forma sistemática, recorrente e impotente é diariamente asfixiado pelos abutres e gananciosos.

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