Combustíveis Mais Caros Na Zambézia do Que o Resto Do País

A partir de hoje, 17 de Março de 2022, a gasolina sobe cerca de 8 Meticais, ao passar de 69,04 para 77,39 Meticais (cerca de um dólar americano; o gasóleo, (diesel), de 61,71 para 70,97 Meticais, um aumento de quase dez meticais (9,26 Meticais); o petróleo de iluminação sai de 47,95 Meticais para 50,16 Meticais; o quilo de gás de cozinha também sobre quase dez meticais ao passar de 71,02 para 80,49 Meticais; e o gás veicular sobe de 32,69 para 37,09 Meticais.

Uma das características dos novos preços tem a ver com as suas diferenças na venda ao público consumidor. Por exemplo, em Maputo e Matola o litro da gasolina passa a custar 77,39 meticais, mas na ponta de Ouro a mesma gasolina custa 79,41 meticais o litro tal como em Xai-Xai e Mandlakaze, na província de Gaza.

Ainda em Gza, diferentemente de Xai-xai, em Xicualacuala o litro da gasolina vai custar 81,50 meticais, em Massangena 80,75 o litro, e em Mabote, 83,54, meticais, quase o mesmo preço que Govuro e Inhassoro.

Em Milage, na Zambézia, o preço do litro da gasolina foi fixado em 86,63 meticais, mais um metical que em Gilé (85,68mt).

O (diesel) gasóleo, que em Maputo e Matola foi fixado em 70,97 meticais, na Ponta de ouro custa quase 73 meticais (72,99) em Chicualacuala 75,08mt; em Inhassoro 76,73 meticais, mas em Zumbo, na província de Tete o mesmo litro de gasóleo custa 79,15 meticais, enquanto em Milange ronda aos 80,21 meticais e em Mecula em Niassa 81,20 meticais.

Oficialmente a presente subida dos preços de combustíveis é justificada pelos recentes aumentos do barril de petróleos no mercado internacional, agravado pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A última vez que o governo mexeu nos combustíveis em Moçambique foi em Novembro de 2021.

Contrariamente ao que é habitual, os novos preços foram anunciados pela desconhecida Autoridade Reguladora de Energia (ARENE). Os novos preços começam a vigorar a partir do dia 17 de Março.

O anúncio da subida dos preços dos combustíveis é feito quase 24 horas depois de o Governo, por Diploma Ministerial conjunto dos ministros da Economia e Finanças, Max Tonela, e dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, anunciarem medidas alegadamente para a mitigação dos impactos da crise internacional sobre os combustíveis, agravada pela guerra em curso entre a Ucrânia e a Rússia, países altamente influentes no sector a nível internacional.

As medidas incluem, nomeadamente, a redução das taxas de manuseamento portuário em 5% para o gasóleo e a gasolina; a redução dos custos de infra-estrutura logística do combustível destinado aos Postos de Abastecimento de Combustível em 60%; a redução dos custos para o Fundo de Estabilização em 50%; a redução do valor das Margens de Instalações Centrais de Armazenagem para determinados combustíveis e produtos petrolíferos, em 30%; a redução das margens do Distribuidor, em 15%; e ainda a redução das margens do Retalhista, em 15%.

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