O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Maputo, que o crescimento económico de Moçambique exige oportunidades reais para as mulheres produzirem, empreenderem e criarem riqueza.
Na abertura do II Fórum Económico da Mulher, o Chefe de Estado destacou o Fundo de Garantia e o Fundo de Apoio à Mulher e à Juventude, como instrumentos para impulsionar o empreendedorismo e a inclusão económica.
Chapo apelou ao sector financeiro para disponibilizar produtos adequados às necessidades das mulheres empreendedoras e defendeu maior acesso ao crédito, à terra e aos mercados, acompanhado de educação financeira.
Investir na mulher é investir na família, na comunidade e no futuro de Moçambique.
Os recursos do Pró-Mulher, o fundo criado pelo Governo para financiar as iniciativas económicas das mulheres, já estão nos distritos e o financiamento vai arrancar em breve. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21/10) pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na abertura do II Fórum Económico da Mulher, em Maputo, que decorre sob o lema “Mais investimento na Mulher, mais crescimento para Moçambique”.
Para alargar o acesso ao crédito, o Chefe do Estado pediu aos bancos que aceitem outras formas de garantia. “A garantia real, que geralmente é composta por um imóvel, não é a única forma de financiar as mulheres”, afirmou, dando como exemplo um contrato sólido com uma empresa.
Daniel Chapo quer também que as mulheres participem como accionistas na riqueza das grandes empresas. Nesse sentido, revelou que o Governo está em conversações para que as acções de um accionista que está a sair do BCI sejam cotadas na Bolsa de Valores de Moçambique e possam ser compradas por mulheres. A ideia, explicou, é que cada uma possa dizer: “Eu também sou dono ou dona do BCI.”





