Governo Anuncia 20 Milhões de Dólares do BADEA para Construção do Porto de Angoche

O Governo e BADEA assinam acordo de financiamento para a melhoria das infra-estruturas portuárias

Uma equipa liderada pela Ministra das Finanças, Carla Loveira, em representação do Governo da República de Moçambique, anunciou, no dia 16 de Outubro de 2026, a conclusão de um acordo de financiamento com o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA). De acordo com uma nota do Ministério das Finanças, o financiamento está destinado a apoiar a implementação de projectos prioritários para o desenvolvimento socioeconómico do país, no valor de USD 20 milhões.

O valor é destinado à construção do porto de Angoche e enquadra-se nos esforços do Governo para mobilizar recursos financeiros para o reforço das infra-estruturas públicas, a melhoria da prestação de serviços essenciais e a promoção do crescimento económico sustentável.

O financiamento constitui, igualmente, uma oportunidade para fortalecer a cooperação entre Moçambique e essa instituição financeira multilateral, que tem apoiado iniciativas de desenvolvimento em diversos sectores, com destaque para a saúde, a educação, as infra-estruturas e o desenvolvimento rural.

A concretização dos projectos financiados deverá contribuir para a expansão e melhoria dos serviços públicos, a criação de melhores condições de vida para a população e a promoção do desenvolvimento inclusivo.

O Governo de Moçambique reafirma, assim, o seu compromisso com o reforço das parcerias de cooperação financeira internacional, privilegiando a mobilização de recursos para projectos alinhados com as prioridades nacionais de desenvolvimento.

Por outro lado, a Ministra das Finanças, Carla Loveira, manteve, no dia 14 de Outubro de 2026, em Bangkok, Tailândia, um encontro com o Director-Geral Adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI), Bo Li. Durante a reunião, a Ministra das Finanças apresentou o ponto de situação da economia moçambicana, que tem registado sinais de recuperação gradual.

De acordo com a ministra Loveira, no segundo trimestre de 2026, o crescimento económico homólogo situou-se em cerca de 1,7%, enquanto a inflação atingiu 7%, o que reflecte, entre outros factores, a persistente pressão sobre os preços dos combustíveis. Ainda assim, as perspectivas apontam para a manutenção da inflação em níveis inferiores a dois dígitos até ao final do ano.

Segundo a governante, apesar dos sinais de recuperação económica, persistem desafios de liquidez na tesouraria do Estado, que condicionam a plena execução do Orçamento do Estado e dificultam o cumprimento integral e atempado do serviço da dívida pública.

No encontro com o FMI, a governante destacou ainda que a implementação coordenada das reformas fiscais e estruturais poderá contribuir, de forma gradual, para a criação de espaço fiscal destinado ao financiamento das despesas sociais prioritárias, à recuperação da actividade económica, ao reforço da confiança dos investidores e à atracção de novos investimentos para o País.

Por sua vez, o Director-Geral Adjunto do FMI, Bo Li, encorajou Moçambique a manter o diálogo e o envolvimento com a instituição, com vista à restauração da estabilidade macroeconómica, ao relançamento do crescimento económico e à protecção dos segmentos mais vulneráveis da população.

O encontro reafirmou a importância do diálogo contínuo entre o Governo de Moçambique e o FMI na identificação de soluções para os desafios macroeconómicos e fiscais do país, bem como na promoção de reformas que contribuam para a sustentabilidade das finanças públicas e para um crescimento económico inclusivo e sustentável.

 

Impossível copiar o conteúdo desta página