Notícias sobre os ataques terroristas na província de cabo Delgado indicam que o distrito de Mocímboa da Praia está tende a se isolar cada vez mais à medida que o Estado Islâmico em Moçambique intensifica os seus ataques naquela região do norte de Moçambique.
Entidades independentes que acompanham o evoluir da situação da guerra reportam a intensificação dos ataques está a limitar o acesso humanitário e comercial à capital provincial a partir do sul, norte e oeste.
Agências escrevem ainda que com o aeródromo local encerrado e a circulação através da estrada N380 em risco, o acesso depende da rota de Palma — onde os ataques do estado islâmico na estrada R762 também aumentaram colocando a circulação de pessoas e bens igualmente em risco na rota.
As autoridades reforçaram as restrições de movimento e a segurança dentro da cidade, enquanto a pressão contínua sobre os serviços humanitários e a actividade comercial corrige as condições e alimenta a instabilidade da comunidade.
ACLED alerta que o resgate de três reféns em Niassa na semana passada, incluindo dois estrangeiros, pode estar a incentiva novos raptos por insurgentes, que alegadamente procuram formas para manter os stocks de alimentos.
A organização de monitorização de conflitos ACLED revelou que a libertação de três reféns capturados por insurgentes na província do Niassa, após o pagamento de um resgate avaliado em 3,2 milhões de meticais, equivalentes a 49 mil euros, poderá encorajar o Estado Islâmico a intensificar o sequestro de cidadãos estrangeiros no norte do país.





