Gueta Chapo Interessada em Experiência Congolesa para Reforço da Assistência Médica em Moçambique

A Primeira-dama da República, Gueta Selemane Chapo, mostrou-se entusiasmada com as experiências e condições de atendimento observadas durante a visita que realizou, esta terça-feira, 6 de Outubro, ao Centro Nacional de Referência de Drepanocitose, em Brazzaville, na República do Congo, tendo manifestado a intenção de criar condições para que Moçambique possa contar, no futuro, com equipamentos e uma unidade especializada para o tratamento de pacientes no país.

Durante a visita, realizada no âmbito da visita oficial do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, ao Congo, a Primeira-Dama conheceu o funcionamento da instituição, os serviços prestados aos pacientes e as condições disponíveis para o diagnóstico e tratamento de doenças, com particular atenção para as patologias do sangue. Gueta Chapo interagiu igualmente com pacientes, crianças, mulheres e idosos, tendo visitado as enfermarias e constatadas as condições de atendimento e acompanhamento dos doentes. A experiência permitiu observar igualmente a utilização de equipamentos modernos e a rapidez na obtenção de resultados de exames. “A saúde é, neste momento, uma área muito importante, porque podemos ter dinheiro, podemos ter carros e outras coisas, mas, se não tivermos saúde, nada disso tem valor”, afirmou a PrimeiraDama, sublinhando a importância de se investir na melhoria da assistência médica e na resposta às necessidades dos pacientes. Segundo explicou, uma das experiências que mereceu particular atenção foi a capacidade de realização de exames e obtenção de resultados em cerca de 30 minutos, o que permite uma resposta mais rápida às necessidades dos pacientes e pode constituir uma referência para o reforço da capacidade de diagnóstico em Moçambique.

No domínio do tratamento do cancro, a Primeira-Dama referiu que o seu Gabinete tem trabalhado em coordenação com o Ministério da Saúde e com parceiros no apoio a pacientes de diferentes faixas etárias, incluindo crianças, mulheres, jovens e adultos. “Já enviámos vários pacientes, entre crianças, mulheres, jovens e adultos, para tratamento”, explicou Gueta Chapo, acrescentando que alguns pacientes são encaminhados das diferentes províncias para o Hospital Central de Maputo e, em situações específicas, para tratamento fora do país. A Primeira-Dama apontou, neste contexto, a necessidade de se avançar progressivamente para o estabelecimento de capacidade especializada no território nacional, de modo a reduzir a necessidade de recurso a unidades sanitárias estrangeiras e os custos associados ao tratamento fora do país. “Estamos igualmente a trabalhar no sentido de criar condições para que estes equipamentos possam estar disponíveis no nosso país e para que, um dia, possamos ter um hospital ou instituto especializado capaz de tratar os nossos doentes em Moçambique”, disse. A visita permitiu ainda a partilha de experiências sobre a prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da drepanocitose, doença genética que afecta particularmente crianças e jovens, bem como sobre outras respostas destinadas a pessoas com doenças crónicas e em situação de vulnerabilidade. A Primeira-Dama considerou que as experiências observadas na República do Congo podem contribuir para a reflexão sobre o reforço da capacidade de resposta do sector da saúde em Moçambique, através da cooperação, partilha de conhecimentos e mobilização de parceiros. A deslocação ao Centro Nacional de Referência de Drepanocitose enquadra-se nas acções da Primeira-Dama da República de promoção do bem-estar das populações, com particular atenção para crianças, mulheres, idosos e outras pessoas em situação de vulnerabilidade. (GI)

 

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