A CTA diz que vai replicar projectos como o do mercado de magumba e frango que permitiu melhorar as condições das mulheres vendedeiras de magumba e frango que exerciam a sua actividade informalmente ao longo da praia da costa do sol e em péssimas condições de higiene e salubridade.
Sem evidências, Vasco Manhiça, vice-presidente do CTA, disse que o projecto do mercado de magumba apoiou cerca de 300 mulheres que se viram sem sustento com o surgimento do COVID-19 e as suas respectivas medidas de mitigação.
Falando na sessão de lançamento de uma plataforma sobre negócios para mulheres, Vasco Manhiça acrescentou que as mulheres da magumba foram capacitadas e formadas em finanças, higiene saúde e segurança, portabilidade social e outras, por conseguinte estão mais organizadas, aumentaram o seu volume de venda e já podem aceder ao crédito bancário.
Para Manhiça, a plataforma CTA Mulher&Negócios lançada esta quarta-feira 09 de Março, é o primeiro passo do projecto porque vai garantir uma interacção com o público visado, captar às reais necessidades das mulheres e por via disto permitir desenhar um quadrado de soluções mais adequadas as necessidades das mulheres.
Espera-se também com a plataforma, diz também o vice-presidente da CTA, disponibilizar ferramentas que permitirão criar um ambiente favorável para expansão dos negócios, aumentar a visibilidade de mulheres empresárias, aumentar a competitividade, sustentabilidade dos negócios geridos de mulheres e criação de empregos digno.
O discurso de Vasco Manhiça partilhado a imprensa indica que cerca de 2,4 bilhões de mulheres em todo o mundo não têm os mesmos direitos económicos que os homens e 178 países mantêm barreiras legais que impedem sua participação económica plena.
No entanto, apesar do efeito desproporcional sobre as vidas e os meios de subsistência das mulheres em decorrência da pandemia da COVID-19, 23 países promoveram reformas em suas leis em 2021, dando passos importantes rumo à inclusão económica das mulheres.
Em Moçambique, também persistem muito desses desafios. De acordo com o INE, a mulher é responsável financeiramente por uma média de 5 pessoas no agregado familiar, o que significa que, ao apoiar projectos de mulheres, atinge-se, no mínimo, 5 pessoas em Moçambique.





