Coordenador de Mobilização Política do Partido Anamola Encontrado Morto no Distrito de Homoine

Depois de sequestrado ontem sexta-feira, 11 de Setembro, no distrito de Morrumbene, o Coordenador de Mobilização Político Distrital do partido Anamola foi encontrado este sábado morto em Homoine, distrito da província de Inhambane, sul de Moçambique.

O partido Anamola, de Venâncio Mondlane comunicou que Ilídio Facitela, 43 anos de idade, membro da polícia da República de Moçambique foi sequestrado na sua residência na presença da esposa e filho por homens que se identificaram como agentes da Polícia da República de Moçambique, PRM. Venâncio Mondlane diz que Ilídio Facitela era uma das testemunhas arroladas para o seu julgamento no supremo.

Alguns órgãos de comunicação que reportam a ocorrência escrevem que Ilídio Facitela foi raptado à luz do dia por cerca de seis homens desconhecidos, que supostamente empunhavam armas de fogo e que, segundo os relatos, teriam exibido carteiras profissionais, apresentando-se como oficiais da PRM.

Nas suas páginas nas redes sociais, a tv sucesso moz refere que na circunstância Facitela tentou resistir, gritando por socorro, diante da esposa e do filho de sete anos, que viveu momentos de pânico. Contudo, a possibilidade de conseguir ajuda era escassa, tendo sido rapidamente levado para duas viaturas que não ostentavam qualquer chapa de inscrição.

Os vizinhos terão presenciado o rapto, mas, segundo relatam, o medo das armas falou mais alto.

De acordo com a tv sucesso, este sábado, 12 de Setembro, o Partido Anamola praticamente todo o dia esteve empenhado na procura de esclarecimentos junto do Comando Distrital da PRM em Morrumbene, mas sem sucesso.

Enquanto familiares e a direcção do partido aguardavam por esclarecimentos, por volta das 18 horas deste sábado, foram surpreendidos pela informação de que um corpo tinha sido encontrado sem vida no distrito de Homoíne. As diligencias que se seguiram concluíram que tratava-se do corpo de Ilídio Gustado Facitela, que, por sinal, era membro da PRM.

A direcção do Anamola diz revoltada e indignada perante aquilo que considera de assassinato brutal. “O Anamola condena com a máxima veemência este acto cobarde de violência extrema que atenta directamente contra a vida, liberdade e integridade. Não estamos perante uma fatalidade, mas sim de um crime intolerável que exige uma resposta imediata, implacável e transparente do Estado de Direito” indica um comunicado de imprensa da Direcção Nacional de Informação do partido Anamola.

O Anamola exige às autoridades policiais e judiciais moçambicanas a abertura imediata de uma investigação célere e rigorosa, profunda e totalmente independente. O partido considera que nenhuma divergência política, disputa ou circunstância pode justificar o recurso a barbaridade e á eliminação de uma vida humana.

Entretanto, desde que o projecto político Anamola foi lançado a pouco mais de um ano contabiliza cerca de 60 mortes de seus quadros cujos crimes continuam sem esclarecimentos por parte das autoridades governamentais. A PRM ainda não reagiu, apesar de Ilídio Facitela ser quadro da corporação.

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