A Gala-Gala Edições anuncia o lançamento de “Alagúrdia, um Neologismo Simbolizante”, de António Barros e Lo-Chi. A obra será apresentada no dia 19 de Setembro, pelas 15h00, na Associação Bons Sinais, em Quelimane; no dia 20, à mesma hora, no RG Hotel, em Mocuba; e no dia 30, pelas 17h00, no edifício-sede do BCI, em Maputo. Nas três sessões, a apresentação estará a cargo do escritor Lo-Chi.
Com 126 páginas, o livro está organizado em quatro partes e reúne 41 narrativas inspiradas no repertório de António Barros, pai, conhecido por “Abarros”. Entre episódios cómicos, situações inusitadas e acontecimentos inverosímeis, a obra converte em literatura a imaginação de uma figura popular da Zambézia, marcada pelo humor, pelo absurdo e pela criação de expressões inesperadas.
Para o professor Almiro Lobo, autor do prefácio, o livro permite “reencontrar uma Zambézia que o tempo alterou”. As histórias percorrem lugares, estradas e personagens ligados ao percurso de ABarros, incluindo as viagens realizadas no seu camião Bedford. Ao recuperar essa paisagem humana e geográfica, a obra preserva uma memória regional que permanece viva para além das transformações do tempo.
Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala Edições, destaca a dimensão literária do projecto: “Entre tiradas, histórias inusitadas e episódios inverosímeis, o livro celebra o talento de ABarros para o neologismo, a metáfora, a hipérbole e a imagem surreal. É uma obra de linguagem inventiva, ao mesmo tempo em que convoca um reencontro com uma Zambézia viva, singular e inesquecível”.
Publicado na Colecção Individualidades & Espaços, da Gala-Gala Edições, “Alagúrdia, um Neologismo Simbolizante” constitui uma homenagem a António Barros e ao património de histórias que marcou uma geração na Zambézia. A entrada é gratuita.
António Barros nasceu em Quelimane, em 1956. Em 1976, ingressou na Rádio Moçambique, como jornalista, tendo sido administrador executivo. Formou-se em jornalismo pelo Instituto Internacional de Jornalismo de Berlim. Foi deputado à Assembleia da República de Moçambique eé, actualmente, o Presidente do Conselho de Administração da Empresa de Transmissão e Multiplexação e Transporte (TMT) e Presidente da Associação dos Bons Sinais. Publicou “Na Cabeça de Velho” (2018), “No Útero da Minha Memória” (2022) e, em com co-autoria com Lo-Chi, “Gruveta, General de Todas as Frentes” (2024).
Lo-Chi nasceu em Quelimane, em Maio de 1955. Tem crónicas e artigos de opinião publicados em diversos órgãos de informação. Publicou os livros “No Subúrbio das Palavras” (crónicas) e, em co-autoria com António Barros, “Gruveta: General de Todas as Frentes” (2024). Na forja encontram-se “Crónicas Travessas”, “Os Marcos da Fagocitose Perversa” e “Pensamentos da Temba”. Considera-se apenas um atrevido escrevente.





