O Partido Podemos reagiu hoje, 10 de Setembro, as acusações da Associação Solidariedade Cívica de Moçambique, que indicam o bloqueio das contas bancárias do partido por ordens do tribunal, devido ao incumprimento de um acordo que inclui o uso comum do património físico e intelectual bem como recursos humanos e financeiros existentes nas duas organizações.
O Podemos não nega o bloqueio das contas, mas diz que não foi formalmente comunicado da decisão pelo Tribunal Judicial de Maputo sobre a decisão.
Associação Solidariedade cívica de Moçambique, através do seu advogado, Henrique Júnior, acusou o partido Podemos de incumprimento do acordo entre as partes que versa sobre a gestão conjunta, distribuição de recursos incluindo posições em órgãos de Estado como a Comissão Nacional de Eleições entre outras matérias alegadamente reflectidas no entendimento assinado entre as partes.
Em nota pública, o Podemos esclarece que a divisão de recursos no âmbito do acordo não inclui o dinheiro que o partido recebe do estado na sequência da representatividade parlamentar, mas aos meios ainda por mobilizar nomeadamente quotas e contribuição dos membros incluindo doações de parceiros de parte a parte.
O partido de Albino Forquilha diz que não constitui verdade a informação de que o Podemos se recusou a cumprir a decisão do tribunal e tem estado a cumprir o acordo com a Associação Solidariedade Cívica de Moçambique.
Entretanto, Deputados da Bancada Parlamentar do Podemos, incluindo Membros das Assembleias Provinciais, participam numa capacitação sobre matérias ligadas ao Diálogo Nacional Inclusivo (DNI) e ao Conteúdo Local, numa iniciativa orientada para o reforço das competências dos representantes do povo.
A formação decorre na cidade de Maputo, de terça-feira a quinta-feira, 11 de Setembro, e é promovida pela IDEIA International, com o propósito de dotar os participantes de conhecimentos e ferramentas que lhes permitam intervir de forma mais qualificada nos processos de transformação política e institucional em curso no país.
Entre os principais temas abordados destacam-se a Reforma Constitucional e Eleitoral, Descentralização e Governação Local, matérias que integram os debates do Diálogo Nacional Inclusivo, actualmente em desenvolvimento em Moçambique e na diáspora.





