O presidente do partido Anamola, denuncia anomalias no processo de ordenamento territorial em curso no município de Maputo.
“Quando o ordenamento da cidade se torna sofrimento para o povo” escreve o presidente do Anamola nas suas páginas nas redes sociais.
O Município de Maputo anunciou medidas para reordenar o comércio informal na praça 25 de Junho e na Baixa da cidade, invocando razões de organização urbana, preservação do património e melhoria do espaço público. “Ordenar a cidade é necessário. Mas ordenar não pode significar abandonar quem vive do seu trabalho” refere Venâncio.
Para o presidente do partido fundado o ano passado de 2025, actualmente no terreno, os vendedores dizem ter sido retirados dos seus locais de actividade com a indicação de que seriam encaminhados para espaços alternativos.
Hoje, porém, os vendedores denunciam falta de espaços, perda de bens e ausência de respostas concretas para continuarem a trabalhar e sustentar as suas famílias. É aqui que surge a questão que não pode ser ignorada: se há uma solução prometida, onde está
Venâncio Mondlane considera que uma cidade organizada não se constrói apenas retirando pessoas das ruas. Constrói-se criando alternativas, ouvindo os cidadãos e garantindo que nenhuma família seja deixada sem meios de sobrevivência.
“Os vendedores procuraram a minha intervenção e pedem, acima de tudo, respostas para continuar a trabalhar e a recuperação dos seus bens, segundo as suas denúncias. A pergunta que deixo às autoridades municipais é simples: que modelos de cidade estão a construir se ordenamos o espaço, mas desordenamos a vida de quem vive do trabalho. Governar é encontrar soluções. Não basta retirar. É preciso relocar, proteger e garantir dignidade” explica o político na oposição.





