Carlos do Rosário na Lama para Dar lugar a Maleiane Caquéctico

A queda de Agostinho do Rosário do cargo de primeiro-ministro era provável, mas o galope de Adriano Maleiane em substituição do Rosário surpreendeu. Porém, e ainda que com tendência de caquexia, de Maleiane se pode esperar melhor desempenho que o seu antecessor.

Durante os seus anos de governo como Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário demonstrou uma característica de desempenho técnico político apática inoperacional, talvez o mais insignificante operacional primeiro-ministro que Moçambique já teve desde as primeiras eleições gerais multipartidárias em 1994.

De facto, o Adriano Maleiane já é velho, sobretudo para uma posição de primeiro-ministro em finais de um mandato governativo de cinco anos. Mas a indicação de Maleiane consubstancia a tendência objectiva e de foco do seu chefe que o terá indicou tendo em conta os resultados estabelecidos.

Como noticiamos na nossa última publicação, já temos um novo governo, parido como resultado de um processo de reestruturação continuado das mexidas efectuadas no sector da defesa e segurança nomeadamente no interior e de defesa a ver se recupera o tempo e tenta terminar a época com algum brilho de desempenho político.

No geral, o resto da remodelação não trás consigo nada de novo. Ernesto Max Elias Tonela deixa o pelouro da energia e recursos minerais e toma as rédeas do Ministério da Economia e Finanças não para dar uma nova dinâmica ao sector, mas assegurar o barco sobre o início do negócio da produção do gás na área 4 da bacia do Rovuma do projecto coral sul FLNG, que em princípio arranca em Junho próximo e é liderado pela mozambique Rovuma Venture. O Governo de Nyusi espera arrecadar deste projecto cerca de 34,52 milhões de dólares em receitas.

Para 2022, espera-se que haja um aumento das receitas do Estado de 265.6 mil milhões para 351.9 mil milhões de meticais.

Por seu turno, Carlos Mesquita a rodar em sectores de relevo consegue manter-se em um estratégico ministério das Obras Públicas, habitação e Recursos Hídricos com uma grande responsabilidade sobre a resposta aos impactos da destruição provocada pelas chuvas e ciclones que se abatem ciclicamente pelo país devido as mudanças climáticas. Com ares aparentemente de arrogante o ministro João Osvaldo Machatine que cessa nas obras públicas não deixa boas recordações sobre o seu desempenho e acções de falta de transparência e imposições nas suas decisões.

Sem alguma relevância política e totalmente ignorada em círculos de opinião, Lídia de Fátima Cardoso surge surpreendentemente da saúde para o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas em substituição de Augusta Maita, vinda da Beira como resultado do seu desempenho político em prol do partido Frelimo com muita expectativa, mas ficou tecnicamente apagada, sobretudo sob ponto de vista de produtividade.

Para o Ministério da Indústria e Comércio, não há quase nada de novo; uma figura desconhecida que só o tempo e o seu desempenho poderá explicar a sua confiança para o cargo. Silvino José Moreno tem oportunidade para provar a sua competência e justificar o tacho.

 

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