O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, dirigiu-se hoje, 4 de Agosto, à imprensa para repudiar publicamente um alegado acto cobarde de intolerância política e violação dos direitos humanos cometidos contra simpatizantes do partido na diáspora.
No passado dia 31 de Julho, o MDM tinha agendado uma actividade política na região de Natal Spruit, nos arredores de Joanesburgo (África do Sul). O evento foi violentamente interrompido por um grupo de indivíduos identificados por trajes e declarações como membros da Anamola. A agressão culminou em actos graves de violência e vandalismo, denunciou Lutero.
Simango disse que simpatizantes do MDM foram intimidados e agredidos fisicamente e na ocasião panfletos, bandeiras, t-shirts e capulanas do MDM foram confiscados e queimados.
Na circunstância uma senhora identificada pelo nome de Lolita, uma das organizadoras do evento, foi privada da sua liberdade, mantida refém e forçada a ser despida dos trajes que continham os símbolos do MDM.
Para provar a ocorrência o presidente do MDM diz que existem registos em áudio que confirmam a planificação prévia desta acção macabra, mas na sessão com jornalistas não exibiu as alegadas provas em posse do partido.
No entanto, para o MDM, este acontecimento representa uma agressão directa à liberdade de reunião, à dignidade humana, ao pluralismo político e aos princípios do Estado de Direito Democrático.
O MDM diz ainda que repudia veementemente qualquer acto de violência e manifesta a sua inteira solidariedade às vítimas, às suas famílias e às comunidades afectadas por este ataque desumano.
“Exigimos Justiça: Apelamos ao respeito pela convivência democrática e ao debate saudável de ideias. Exigimos que os autores deste acto sejam devidamente responsabilizados e sancionados pelas respectivas lideranças” refere uma mensagem apresenta pelo partido.
O MDM, entretanto, reafirma “hoje e sempre, o seu compromisso inabalável com a Paz, Democracia, Justiça e Liberdade para todos os moçambicanos, dentro e fora do país”.
O partido Anamola de Venâncio Mondlane Aida não reagiu as acusações de Lutero Simango.





