O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, emitiu esta segunda-feira, 1 de Junho, uma mensagem de felicitações ao jornalista moçambicano Carlitos Cadangue pela conquista do Prémio de Liberdade de Imprensa 2026, na categoria “Impacto”, atribuído pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), em reconhecimento da sua destacada contribuição para o jornalismo.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado manifesta profundo orgulho pela distinção alcançada por Carlitos Cadangue, considerando que o prémio constitui um reconhecimento do seu profissionalismo, dedicação e compromisso com os mais elevados valores da actividade jornalística.
O Presidente Daniel Chapo destaca que esta distinção internacional não somente honra o premiado, como também Moçambique, ao projectar o talento, a competência e a capacidade dos profissionais moçambicanos da comunicação social no panorama global.
Além disso, o Chefe do Estado sublinha que o reconhecimento atribuído a Carlitos Cadangue incentiva o fortalecimento da liberdade de imprensa em Moçambique, reafirmando o compromisso do Governo com a promoção de um ambiente cada vez mais favorável ao exercício responsável e profissional do jornalismo.
No entanto, na noite do passado dia 4 de Fevereiro deste ano, o jornalista Carlitos Cadangue da STV, foi vítima de um atentado de assassinato, aparentemente relacionado ao exercício da sua actividade jornalística, por volta das 18 horas, na cidade de Chimoio, capital provincial de Manica, centro de Moçambique. Até aqui não há qualquer informação das autoridades sobre as circunstâncias do atentado contra a vida do jornalista, que na altura fazia-se na sua viatura na companhia do seu filho.
Na sua mensagem de felicitação pela conquista do prémio internacional, o Chefe de Estado Moçambicano não se referiu a investigação do crime, mas Chapo, a seguir ao atentado, reagira imediatamente condenando em termos firmes e veementes, o atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue, correspondente da STV em Manica. O Presidente da República exigiu, ‘das autoridades competentes’, o esclarecimento deste atentado, “devendo os seus perpetradores serem levados à justiça”.
Na sua mensagem, Daniel Chapo, que já tentou ser jornalista, explicou que “somos um país onde a Liberdade de Imprensa deve prevalecer e continuaremos a lutar firmemente contra o crime organizado, que não tem como triunfar no nosso País. O medo e a insegurança são inimigos da liberdade, da democracia e do desenvolvimento”, afirmou na altura o Chefe de Estado, que garantiu também estar a seguir atentamente o caso.
O MISA, tal como o Conselho Superior da Comunicação Social também mantêm o silêncio.





