Manuel Chang Já em Maputo Depois de Oito Anos Preso Por Conspiração e Fraude nos EUA

O ex-ministro moçambicano das Finanças, detido nos Estados Unidos desde 2018 no âmbito do processo das dívidas ocultas, desembarcou no último domingo, 5 de Abril no Aeroporto Internacional de Maputo, 8 anos depois de prisão nos Estados Unidos.

Não há ainda uma declaração oficial das autoridades sobre as circunstâncias da sua deportação, mas a média escreve que Chang desembarcou no aeroporto de Mavalane por volta das 13 horas do passado domingo num voo da Ethiopian Airlines depois de que foi condenado por conspiração para cometer fraude electrónica e branqueamento de capacitais nos Estados Unidos.

Aparentemente abatido e efémero, Manuel Chang foi detido por agentes da Polícia da África do Sul e do FBI, no dia 29 de Dezembro, no Aeroporto Oliver Tambo, em Joanesburgo, África do Sul, quando em trânsito para Dubai em cumprimento de um mandado internacional de prisão emitido pelo Departamento de Justiça dos EUA e autorizado pelo Tribunal Distrital do distrito Leste de NovaYork

Foi julgado nos meados de Julho de 2024 passado no Tribunal Distrital de Brooklyn, Nova Iorque. O moçambicano foi condenado nos EUA a 8 anos e meio de prisão por conspiração para cometer fraude electrónica e lavagem de dinheiro. Chang também foi deputado da Assembleia da República pelo partido Frelimo, no poder em Moçambique.

Apesar do julgamento de Manuel Chang pelos americanos, algumas entidades independentes continuam a questionar o paradeiro de 500 milhões de empréstimos da EMATUM, alegados pagamentos pela Privinvest ao então Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, o pagamento de pelo menos 10 milhões de dólares ao partido Frelimo, também pela Privinvest, uma lista de supostos consultores da Prinvivest, que inclui dentre eles Armando Emílio Guebuza e os seus filhos Mussumbuluco Guebuza e Armando Ndambi Guebuza, os seus antigos assessores, incluindo Edson Macuácua (porta-voz), Marlene Magaia (adida de imprensa), Carlos Pessane (assessor económico). Estes são alguns dos pontos não discutidos no julgamento.

Outros sectores de opinião exigem a realização de um novo julgamento em Moçambique, mas o governo através do Mateus da Cecília Feniasse Saíze, Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos disse que a decisão sobre o julgamento ou não de Chang no seu país depende do judiciário, que entretanto não mostra interesse sobre essa matéria.

Notícias sobre a vida social de Chang indicam que a esposa abandonou a casa onde viviam antes da prisão e voltou para o ‘coração’ do antigo namorado. Apesar de cumprir a pena nos Eatados Unidos, alguns sectores moçambicanos consideram que Chang devia ser preso também em Moçambique, mas não se conhece anda a decisão do judicial sobre o futuro do Chang já no seu país.

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