Primeira-dama Apela à Unidade e ao Amor como Pilares da Transformação Social em Moçambique

A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, defendeu dia 2 de Abril em Maputo, que a causa da mulher é o motor para a construção de uma nação mais justa e inclusiva, exortando a sociedade a privilegiar o diálogo e a harmonia familiar como bases para o desenvolvimento. Ao dirigir a II Conferência Mulher Nota, um evento marcado pelo lema “Mulher Nota 20: Unidade que Inspira, Voz que Transforma”, a esposa do Chefe do Estado sublinhou o papel crucial da liderança feminina no reforço da paz e no apoio às camadas mais vulneráveis, consolidando um espaço de reflexão iniciado na edição anterior para impulsionar a participação activa das jovens no progresso do país.

A cerimónia, organizada pela União para o Desenvolvimento Estudantil (UNDE) em parceria com o Gabinete da Primeira-Dama, serviu também para celebrar o 30.º aniversário daquela agremiação. Gueta Chapo manifestou o seu entusiasmo com a efeméride, referindo que esta “é um motivo de orgulho nacional, pois demonstra a força e a união das mulheres moçambicanas na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”. Na qualidade de madrinha das celebrações, que culminarão na Gala Mulher Nota 20, a Primeira-Dama destacou a relevância de cada etapa do processo. Para ela, a conferência representa um momento vital de partilha, onde “a voz que transforma, ou a unidade que inspira, traduz o que hoje precisamos como uma nação, num ambiente de paz, união e respeito, onde diferentes sensibilidades convivem”. Durante a sua intervenção, Gueta Chapo enfatizou a transversalidade das questões de género, defendendo que os desafios enfrentados pelas mulheres devem ser abordados de forma holística. “É essencial que os assuntos das mulheres sejam tratados sem discriminação, sem divisões. A causa da mulher é a causa da família, da comunidade e do país, até o mundo todo”, afirmou, reforçando a necessidade de uma visão integrada.

A Primeira-Dama dedicou uma parte substancial do seu discurso à dinâmica do lar, associando o comportamento dos pais ao futuro das crianças. Segundo a oradora, a mulher possui uma capacidade intrínseca de mediação e equilíbrio emocional. “Mesmo que o homem seja muito nervoso, a mulher sempre deve ser pacífica, para conseguir cuidar dos filhos, para conseguir ter o controlo do seu lar, da sua família”, sustentou, apelando à manutenção da harmonia doméstica. No âmbito do diálogo nacional inclusivo, Gueta Chapo louvou a diversidade presente na conferência, vendo nela um reflexo da maturidade democrática do país. A este respeito, destacou a importância de ver “mulheres de várias origens, crenças e convicções diferentes, sentadas à mesma mesa, a discutir ideias e a procurar soluções”, reafirmando que a união é o único caminho para o fortalecimento do colectivo feminino.

O compromisso do Gabinete da Esposa do Presidente da República com as causas sociais foi igualmente reiterado, com um foco particular nas “crianças de rua” e nas pessoas desfavorecidas. “Nós estamos firmes pela causa da mulher, pela causa das crianças, pela causa da pessoa desfavorecida”, declarou, frisando que a sua missão é apoiar aqueles que carecem de bens essenciais e, acima de tudo, de afecto e protecção. A luta contra a violência baseada no género foi outro ponto fulcral, com a Primeira-Dama a apelar a uma educação de base que comece ainda no ventre materno. “Temos que lutar juntas para que possamos garantir que nenhuma mulher ou rapariga seja violada, que nenhuma mulher seja morta pelo facto de ser mulher”, instou, sugerindo que a semente da paz e da obediência deve ser plantada desde os primeiros dias de vida. Encerrando a sua intervenção, Gueta Chapo colocou o amor e o afecto humano acima dos bens materiais, argumentando que a riqueza sem carinho é insuficiente para o bem-estar. “O amor é a base de tudo. Podemos ter dinheiro, ter comida, se não há amor, a comida não vai descer”, afirmou, assegurando a sua disponibilidade total para servir todos os moçambicanos, independentemente da sua condição social ou origem. A II Conferência Mulher Nota consolidou-se, assim, como uma plataforma estratégica para aprofundar o debate sobre o empoderamento feminino e a liderança. Através deste incentivo a acções concretas, o evento reforçou o papel da mulher não apenas como cuidadora, mas como uma força transformadora e indispensável para a estabilidade e progresso de Moçambique. (GI)

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