Conselho de Ministros Nega Escassez de Combustíveis no Mercado Interno

O Conselho de Ministros realizou terça-feira, dia 31 de Março, em Maputo, a sua 9.ª sessão ordinária. Nesta sessão o governo apresentou o ponto de situação relativo as dinâmico do conflito no Médio Oriente e possíveis impactos em Moçambique.

O ponto de situação foi apresentado por Amílcar Tivane, Secretário de Estado de Tesouro e Orçamento. Moçambique é importador de combatíveis fósseis, e, para o governo, o quadro geopolítico global mantém-se fluído apesar dos ataques americanos no Irão.

Amílcar Tivane reconheceu que desde que a guerra iniciou nos início do mês de Março, os preços de combustível no mercado internacional tem estado a subir, tendo o baril do crude nas principias bolsas estar a ser transaccionado a 114, 118 dólares por barril, o que também pressiona os preços dos produtos derivados como a gasolina, o gasóleo, o petróleo e o jet para a aviação civil.

Em relação a situação no mercado interno, o Secretário de Estado nega qualquer ruptura de stock e diz que neste momento o pais dispõe de stocks suficientes para assegurar as necessidades de consumo nacional para o mês de Abril decorrente dos 85 mil toneladas métricas que estavam no desembaraço com garantias bancárias associadas foi possível assegurar o desembaraço das terminais oceânicas para os reservatórios. “Portanto combustível associado a garantias no montante de cerca de 72 milhões de dólares tendo reduzido para 12 milhões de dólares e também no período de 26 a 30 de Março o país recebeu carregamentos” explica a fonte do governo.

Para o executivo afirma que, considerando as quantidades e transferências de combustíveis em reservatórios dos terminais oceânicos mais a emissão de garantias bancárias para a tomada deste combustível não há duvidas de que o mercado interno dispõe de quantidades para atender as necessidades de mais um mês.

“Há também carregamentos previstos para o período de 10 a 14 de Abril as encomendas já foram feitas e se prevê que os navios atraquem nos portos de Maputo, Beira e Nacala o que vai permitir agregar os stocks actualmente existentes quantidades adicionais que vão assegurar as necessidades de consumo interno por mas um mês” insiste o nosso interlocutor.

Segundo o governo, o problema que se registam ao nível de retalho, nas bombas, principalmente na cidade de Maputo tem a ver com problemas psicológicos dos consumidores que por falta de informação sobre a disponibilidade dos stocks no mercado.

“Mas em termos líquidos o mercado tem disponibilidade para assegurar as necessidades de consumo interno não havendo factores económicos e financeiros que justifiquem esta pressão que de tempos a tempos estamos a assistir. Queríamos dar este conforto”, garantiu Amílcar Tivane em conferência.

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