No âmbito da intensificação da sua acção diplomática junto da diáspora, o Secretário-Geral do partido Anamola, Messias Uarreno, efectuou uma visita oficial a Embaixada da República de Moçambique junto a Santa Sé, em Roma.
A deslocação insere-se numa estratégia mais ampla de internacionalização das preocupações do partido num momento em que o contexto político nacional levanta inquietações quanto ao respeito pelos princípios de Estado de Direito.
O Anamola está preocupado com a decisão do Conselho de Estado de, no passado dia 19 de Março corrente, levantar a imunidade do seu presidente para permitir o seu julgamento no caso relativo a autoria moral das manifestações que se seguiram as eleições de Outubro de 2024 ganhas por Daniel Francisco Chapo e o seu partido Frelimo, conforme declaração do Conselho Constitucional.
Na Itália, Messias Uarreno procurou recolher aconselhamento estratégico junto do Embaixador Raúl Domingos, figura reconhecida pela sua vasta experiência na arena política nacional com influência nos Acordos de Roma, que culminaram com o fim da guerra entre o partido Frelimo e a Renamo em 1992, o que viria a dar lugar a realização das primeiras eleições gerais e multipartidárias na história de Moçambique em 1994.
O Secretário-geral do Anamola fez-se acompanhar por membros da sua comitiva, nomeadamente César Noronha, coordenador político do partido em França, e Joana Gemo, coordenadora política em Portugal.
Durante o encontro as partes abordaram com profundidade, os contornos da alegada perseguição e intolerância politica em Moçambique, particularmente no que se refere ao processo judicial envolvendo o presidente do partido Venâncio Mondlane, acusado de crimes que a formação política considera infundados.
Demonstrando preocupação com os possíveis desdobramentos políticos e sociais, Messias Uarreno procurou recolher aconselhamento estratégico junto do Embaixador Raúl Domingos, figura reconhecida pela sua vasta experiência na arena política nacional. Na ocasião o diplomata destacou a importância do dialogo como via privilegiada para a resolucao de tensões, sublinhando a necessidade de se evitar a escalada de conflitos.
O encontro decorreu num ambiente de elevada consideração institucional, tendo ambas as partes reafirmado o compromisso com a preservação da paz, da estabilidade e da coesão social em Moçambique.
Nos últimos meses, Messias Uarreno tem vindo a intensificar os seus apelos junto de instâncias nacionais e internacionais, alertando para o risco de agravamento da tensão politica caso se confirmem acções que possam ser interpretadas como perseguição a actores políticos da oposição.
Em conclusão, o Secretário-Geral reiterou a necessidade de serenidade e responsabilidade colectiva, apelando à adopção de soluções pacíficas e ao reforço do diálogo como pilares fundamentais para a consolidação democrática no país.
Em Moçambique a imprensa dá como certo o julgamento em breve dos presidentes Albino Forquilha do Podemos e Venâncio Mondlane do Anamola, na sequência dos tumultos que se registaram depois das sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas em Outubro de 2024 em Moçambique.
Lembre-se que algumas organizações da sociedade civil apontam também o antigo Ministro do Interior Pascoal Ronda e o exonerado Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael como sendo também parte do processo que envolve as atrocidades perpetradas pela polícia acusada de matar mais de 400 civis.





