Ministério da Defesa Aponta Decréscimo na Participação dos Jovens no Recenseamento Militar

O Ministério da Defesa Nacional anunciou o registo de uma tendência de redução do número de jovens que participam no recenseamento militar, apesar de as metas estabelecidas para este ano terem sido alcançadas.

Jorge Leonel, Director do recursos Humanos no Ministério da Defesa, explicou que a tendência de queda na percentagem de jovens que adere ao recenseamento militar subjaz sobretudo quando comparado com os registos alcançados no ano passado de 2025.

Falando em conferência de imprensa, Jorge Leonel disse que comparativamente a igual período de 2025, em que foram recenseados 255.700 jovens, registou-se um decréscimo de cerca de 2% (1,71 por cento), na cifra de jovens registados a nível nacional, situação associada às intensas chuvas e inundações que afectaram sobretudo as regiões Sul e Centro do país, bem como ao adiamento do início do ano lectivo.

Devido a tendência de fracasso nos números, o governo que diz vai prolongar o prazo do recenseamento para até fim do mês. Em algumas comunidades apontam-se problemas de acesso a informação por parte dos jovens em idade de recensear e sobretudo a quase inexistente publicitação do processo de recenseamento nos medias digitais onde se concentra actualmente a juventude como sendo também um dos factores por detrás do fracasso nos números conseguidos.

O Recenseamento Militar referente à edição de 2026 registou 251.961 jovens inscritos em todo o território nacional e no estrangeiro, superando a meta inicialmente planificada de 221.141 cidadãos, o que corresponde a uma execução de 113,94 por cento.

Jorge Leonel não falou alegada desmotivação juvenil em se filiar nas forças de defesa devido aos problemas que reportam nos rendimentos e regalias dispensadas aos membros das forças armadas, incluindo relatos sobre a degradação da logística no teatro operacional norte.

Apesar do término oficial do processo em Fevereiro, decorre até 31 de Março o período de regularização, durante o qual os jovens que ainda não se recensearam podem fazê-lo nos Centros Provinciais de Recrutamento e Mobilização.

Outras fontes indicam igualmente que a atitude politica demonstrada pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique durante as manifestações de Venâncio Mondlane, na sequencia dos resultados eleitorais das sétimas eleições gerais e multipartidárias na história de Moçambique, ganhas por Daniel Francisco Chapo e o seu partido, a Frelimo, leva os jovens a duvidar e recuar do processo.

O processo decorreu de 02 de Janeiro a 28 de Fevereiro do corrente ano, abrangendo jovens de ambos os sexos nascidos em 2008, idade que marca o início das obrigações militares nos termos da Lei do Serviço Militar.

Para a implementação da campanha foram criados 1.670 postos de recenseamento militar, dos quais 1.499 fixos e 171 móveis, instalados em todo o país e nas missões diplomáticas e consulares de Moçambique no estrangeiro.

Do total de jovens recenseados, 156.371 são do sexo masculino e 95.590 do sexo feminino. Entre as províncias com melhor desempenho destacam-se Maputo Província, Zambézia e Manica, que superaram em mais de 20 por cento as metas inicialmente estabelecidas.

Comparativamente a igual período de 2025, em que foram recenseados 255.700 jovens, registou-se um decréscimo de 1,71 por cento, situação associada às intensas chuvas e inundações que afectaram sobretudo as regiões Sul e Centro do país, bem como ao adiamento do início do ano lectivo.

Apesar do término oficial do processo em Fevereiro, decorre até 31 de Março o período de regularização, durante o qual os jovens que ainda não se recensearam podem fazê-lo nos Centros Provinciais de Recrutamento e Mobilização.

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